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Entenda por que os preços do algodão subiram apesar das vendas lentas

Divergência entre produtores e indústrias trava negócios em janeiro, mas Indicador Cepea registra alta de 1,08% no mês

Da redação
DA REDAÇÃO

04/02/2026 • 11:27 • Atualizado em 04/02/2026 • 11:27

Algodão

Algodão

Wenderson Araujo/Trilux

O mercado brasileiro de algodão em pluma começou o ano de 2026 em marcha lenta. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume de negócios em janeiro foi limitado pela falta de acordo entre quem vende e quem compra. Enquanto os produtores seguraram a oferta, as indústrias trabalharam com o que já tinham em estoque.

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Mesmo com esse ritmo travado, o preço médio da pluma conseguiu encerrar o período com uma leve valorização. O cenário reflete a resistência do setor produtivo em baixar os valores, apesar das oscilações negativas registradas no mercado internacional ao longo do mês.

Por que o ritmo de vendas do algodão caiu?

A baixa movimentação no setor de algodão em janeiro tem explicações estratégicas. Pelo lado dos produtores, o foco saiu da mesa de negociações e foi para o campo. Com o início da semeadura — que é o processo de plantar as sementes na terra — e o cuidado com o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26, houve menos pressa para escoar a produção atual.

Do outro lado, as indústrias têxteis adotaram uma postura de cautela. Em vez de irem ao mercado para novas aquisições, muitas fábricas preferiram utilizar seus próprios estoques ou volumes que já haviam sido contratados anteriormente. Essa queda de braço entre a oferta e a demanda resultou em um mercado de baixa liquidez.

Preços da pluma resistem e fecham em alta

Apesar da pressão vinda das cotações internacionais, que caíram em alguns momentos do mês, o mercado interno brasileiro mostrou força. A postura firme dos vendedores, que não aceitaram reduzir os preços de forma agressiva, serviu de suporte para as cotações domésticas.

O Indicador CEPEA/ESALQ, principal referência para o setor com pagamento em oito dias, fechou janeiro com uma média de R$ 3,5101 por libra-peso. Esse valor representa um aumento de 1,08% em comparação ao mês de dezembro de 2025.

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