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Agro

Exportação de carne suína do Brasil atinge recorde histórico em março

Vendas externas do setor saltam 32% no mês e faturamento supera os US$ 360 milhões com forte demanda das Filipinas e do Japão

3 min

08/04/2026 11:41 • Atualizado há 199 dias

Exportação de carne suína do Brasil atinge recorde histórico em março

As exportações brasileiras de carne suína alcançaram um marco histórico em março de 2026. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgados nesta quarta-feira (8), o país embarcou 153,8 mil toneladas do produto, somando itens in natura e processados.

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O volume representa um crescimento expressivo de 32,2% na comparação com março de 2025. O desempenho consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal, impulsionado pela abertura de novos mercados e pela sanidade do rebanho nacional.

A receita gerada pelos embarques no mês também estabeleceu um novo recorde. O faturamento atingiu US$ 361,6 milhões, montante 30,1% superior aos US$ 278 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Ásia lidera as compras e impulsiona o setor

O resultado positivo é explicado pelo aumento da demanda em mercados estratégicos, com destaque para as Filipinas. O país asiático importou 48,9 mil toneladas em março, um salto de 80,7% em relação ao ano anterior.

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O Japão também apresentou um crescimento robusto, com a compra de 18,2 mil toneladas, alta de 85,8%. Outros destinos importantes incluíram o Chile e a China, embora o gigante chinês tenha registrado uma leve retração no ritmo de compras no período.

Ricardo Santin, presidente da ABPA, avalia que o cenário atual deve se manter nos próximos meses. De acordo com o executivo, a demanda global pela proteína brasileira segue elevada na Ásia e na América do Sul, o que sustenta as projeções de alta para o fechamento de 2026.

Santa Catarina lidera produção nacional

No cenário interno, o Sul do Brasil permanece como o motor das exportações. Santa Catarina, o maior estado exportador, enviou 71 mil toneladas ao exterior em março, apresentando um crescimento de 21,5% em comparação anual.

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O Rio Grande do Sul registrou o maior avanço proporcional entre os estados líderes, com alta de 71,4% e um total de 43,3 mil toneladas exportadas. Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso também fecharam o mês com balanços positivos.

Para o produtor rural, esses números refletem o bom momento da suinocultura. O aumento dos embarques ajuda a regular a oferta interna e sustenta os preços pagos ao produtor, especialmente em um cenário de custos de produção monitorados, como os preços do milho e da soja.

Desempenho do trimestre mostra tendência de alta

O acumulado dos três primeiros meses de 2026 confirma a trajetória de crescimento do setor. No primeiro trimestre, o Brasil exportou 392,2 mil toneladas, volume 16,5% superior ao do mesmo intervalo de 2025.

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A receita trimestral totalizou US$ 916 milhões, contra US$ 788,9 milhões no ano anterior. Esse fluxo de capital estrangeiro é fundamental para a balança comercial brasileira e para o fortalecimento do agronegócio nacional.

Especialistas apontam que a eficiência sanitária e a capacidade de processamento industrial são os diferenciais que permitem ao Brasil capturar fatias de mercado deixadas por outros competidores globais que enfrentam desafios produtivos.

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