Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
01horas
:
20min
:
37seg
Agro

Carne suína: exportações do Brasil batem recorde em janeiro de 2026

Setor alcança 116,3 mil toneladas e receita de US$ 270,2 milhões, com destaque para a diversificação de mercados liderada pelas Filipinas

3 min

06/02/2026 11:19 • Atualizado há 260 dias

Carne suína: exportações do Brasil batem recorde em janeiro de 2026

As exportações brasileiras de carne suína iniciaram o ano de 2026 com marcas históricas, atingindo recordes de volume e faturamento para o mês de janeiro. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o setor embarcou 116,3 mil toneladas no primeiro mês do ano. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (6).

Continua depois da publicidade

O resultado representa um crescimento de 9,7% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram exportadas 106 mil toneladas. O levantamento engloba tanto a carne in natura quanto os produtos processados, como embutidos e carnes temperadas.

A receita gerada pelos embarques também atingiu patamares inéditos para o mês, totalizando US$ 270,2 milhões. O montante é 13,6% superior ao saldo registrado em janeiro do ano passado, que foi de US$ 238 milhões.

Filipinas e Japão impulsionam o comércio exterior

O cenário das exportações em 2026 confirma uma mudança estratégica nos destinos da proteína brasileira. As Filipinas consolidaram-se como a maior importadora de carne suína do Brasil, recebendo 37,4 mil toneladas apenas em janeiro.

Continua depois da publicidade

O volume enviado para o arquipélago asiático cresceu expressivos 91% em relação ao ano anterior. Outro destaque foi o Japão, mercado considerado de alto valor agregado, que importou 12,9 mil toneladas, uma alta de 58%.

Para o produtor rural, a abertura e expansão nesses países são fundamentais para reduzir a dependência de um único comprador. Enquanto novos mercados crescem, a China, tradicional parceira, registrou uma queda de 58% nos embarques, somando 8,3 mil toneladas.

O México também apresentou um desempenho notável, com um aumento de 133% nas compras de carne brasileira. Ao todo, os mexicanos importaram 3 mil toneladas de carne suína no período.

Continua depois da publicidade

Desempenho regional: Sul lidera os embarques

No recorte por estados, Santa Catarina mantém a posição de maior exportador de carne suína do país. Mesmo com uma leve retração de 2,3%, os produtores catarinenses foram responsáveis pelo envio de 56,5 mil toneladas ao exterior.

O Rio Grande do Sul apresentou um crescimento vigoroso no início deste ano, com 29 mil toneladas embarcadas, alta de 34,4%. O Paraná também seguiu a tendência de alta, exportando 17 mil toneladas, o que representa um aumento de 29,1% frente a 2025.

Mato Grosso e Minas Gerais completam a lista dos cinco maiores estados exportadores. O estado mato-grossense registrou alta de 7,5%, enquanto o setor mineiro teve uma redução de 11,8% nos volumes enviados em janeiro.

Continua depois da publicidade

Análise da descentralização do mercado

De acordo com Ricardo Santin, presidente da ABPA, o movimento observado neste início de ano é uma continuidade da estratégia adotada ao longo de 2025. O foco é a descentralização das vendas, antes muito concentradas na China.

Santin avalia que o saldo recorde de janeiro aponta para um fluxo positivo e sustentado para o restante de 2026. A busca por mercados com maior poder aquisitivo, como o Japão, traz mais estabilidade financeira para a cadeia produtiva nacional.

O setor entende que a diversificação de clientes globais protege o agronegócio brasileiro de oscilações econômicas localizadas. Com a demanda aquecida em diferentes continentes, a expectativa é que o Brasil mantenha sua posição de protagonismo no fornecimento global de proteínas.

Tópicos relacionados

Carne suína: exportações do Brasil batem recorde em janeiro de 2026