
Mercados tradicionais, como a China e Hong Kong, reduziram as importações de carne suína brasileira
CNA/Trilux
Resumo
As exportações brasileiras de carne suína totalizaram 122,1 mil toneladas em fevereiro de 2026, alta de 6,7% em relação ao ano anterior, com receita de US$ 284,1 milhões, crescimento de 4,1%, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal.
O acumulado do primeiro bimestre de 2026 registrou 238,4 mil toneladas exportadas, aumento de 8,1%, e faturamento de US$ 554,4 milhões, alta de 8,5%, com Filipinas e Japão impulsionando as vendas, enquanto China, Hong Kong e Argentina apresentaram retração nas compras.
Santa Catarina liderou as exportações estaduais com 57 mil toneladas, apesar da queda de 7,7%, seguido por Rio Grande do Sul e Paraná, que tiveram crescimentos de 24,1% e 15,3%, e destaque para os avanços de Mato Grosso e Minas Gerais no período.
As exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e processados, somaram 122,1 mil toneladas em fevereiro de 2026. O resultado representa uma alta de 6,7% em relação às 114,4 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta sexta-feira (6).
O desempenho financeiro do setor também apresentou crescimento no período. A receita gerada com as vendas internacionais atingiu US$ 284,1 milhões em fevereiro. O valor é 4,1% superior ao faturamento de US$ 272,9 milhões obtido em fevereiro de 2025.
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Brasil exportou 238,4 mil toneladas de carne suína. O volume é 8,1% maior que o do mesmo período do ano anterior. Em faturamento, o setor alcançou US$ 554,4 milhões nos dois primeiros meses, alta de 8,5% sobre os US$ 510,9 milhões de 2025.
Filipinas e Japão impulsionam embarques
As Filipinas consolidaram sua posição como o principal destino da carne suína brasileira. Em fevereiro, o país importou 40,9 mil toneladas, um avanço expressivo de 77,4% na comparação anual. O Japão também aumentou suas compras em 34,8%, totalizando 12,1 mil toneladas no mês.
Em contrapartida, outros mercados tradicionais apresentaram retração. A China importou 11,1 mil toneladas, queda de 43%. Hong Kong registrou baixa de 40%, com 8 mil toneladas, enquanto as vendas para a Argentina recuaram 10,5%, somando 4,3 mil toneladas.
Segundo Ricardo Santin, presidente da ABPA, o crescimento em mercados exigentes como Filipinas e Japão reflete a confiança no status sanitário brasileiro. Ele destaca que a diversificação de destinos reduz a dependência de mercados específicos e abre novas oportunidades comerciais para a proteína do Brasil.
Santa Catarina lidera produção estadual
Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional com 57 mil toneladas embarcadas em fevereiro. Apesar da primeira posição, o estado teve uma redução de 7,7% no volume enviado ao exterior em relação ao mesmo mês de 2025.
O Rio Grande do Sul ocupou a segunda posição, com 29,7 mil toneladas e crescimento de 24,1%. O Paraná apareceu em seguida, exportando 20,6 mil toneladas, uma alta de 15,3%. Mato Grosso e Minas Gerais também registraram avanços significativos, com 39,2% e 34,3% de aumento, respectivamente.
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