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Exportação de suco de laranja dá salto de 55% para a Europa em janeiro

País registra reação nas vendas externas após aumento na demanda da União Europeia; setor aguarda fim da moagem da safra atual

Da redação
DA REDAÇÃO

23/02/2026 • 11:40 • Atualizado em 23/02/2026 • 11:40

Laranja de mesa continua com preços elevados

Laranja de mesa continua com preços elevados

Reprodução/Agro+

Resumo

As exportações brasileiras de suco de laranja para a União Europeia cresceram 55% em janeiro de 2026, atingindo 50,3 mil toneladas, consolidando o bloco europeu como principal comprador do produto.

O volume total exportado entre julho de 2025 e janeiro de 2026 chegou a 495 mil toneladas, ainda 4,6% abaixo do ciclo anterior, com pesquisadores do Cepea destacando o reaquecimento da demanda europeia como fator central para a recuperação dos embarques.

O encerramento da moagem da safra pelas indústrias reduziu drasticamente a movimentação no mercado spot, e o setor entra em entressafra, período em que a manutenção da demanda europeia será decisiva para o resultado final da safra e para o desempenho do agronegócio brasileiro.

As exportações brasileiras de suco de laranja para a União Europeia deram um salto importante no início de 2026. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume enviado ao bloco europeu em janeiro atingiu 50,3 mil toneladas.

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O número representa um crescimento de 55% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Este resultado é o melhor desempenho registrado na atual temporada para o destino europeu, que segue como o principal comprador do produto brasileiro.

Reação no mercado internacional

A recuperação dos embarques em janeiro era um movimento muito aguardado pelos exportadores nacionais. Apesar do bom resultado mensal, o setor ainda trabalha para recuperar o fôlego no acumulado total da safra 2025/26.

Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o Brasil enviou 495 mil toneladas de suco concentrado para o exterior. Esse volume total ainda está 4,6% abaixo do que foi registrado no mesmo período do ciclo anterior.

Pesquisadores do Cepea avaliam que o reaquecimento da demanda europeia é o principal motor dessa reação. A União Europeia é o parceiro comercial mais tradicional da citricultura brasileira e dita o ritmo das vendas externas da commodity.

Indústrias encerram moagem da safra

Enquanto as exportações mostram sinais de melhora, o trabalho "dentro da porteira" e nas fábricas entra em uma nova fase. As indústrias brasileiras já caminham para o encerramento da moagem da safra de laranja.

Com o fim do processamento, a movimentação no mercado físico de frutas — conhecido como mercado spot — diminuiu drasticamente. Atualmente, as fábricas estão focadas em receber apenas os últimos volumes de contratos já firmados anteriormente.

O mercado spot é aquele onde o produtor vende a carga de fruta de forma imediata, sem contratos de longo prazo. Com a oferta escassa nesta reta final, pouca fruta nova tem circulado para negociações diretas com as usinas.

O que esperar para os próximos meses

O setor agora entra no período de entressafra, momento em que a disponibilidade de laranja diminui até o início da próxima colheita. Este intervalo é fundamental para o planejamento logístico das exportadoras e para o ajuste de estoques.

A manutenção da demanda aquecida na Europa será determinante para que os números finais da safra 2025/26 sejam positivos. O Brasil detém a liderança global na produção de suco de laranja, e cada variação no consumo europeu impacta diretamente a balança comercial do agronegócio brasileiro.

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