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Ferrugem asiática da soja avança e registra mais de 100 casos no Brasil

A doença, que pode causar perdas de até 90% na produtividade, coloca produtores de soja em estado de vigilância máxima, com o Paraná liderando o número de ocorrências

Da redação
DA REDAÇÃO

15/01/2026 • 08:40 • Atualizado em 15/01/2026 • 08:40

Resumo

Confirmação de mais de 100 casos de ferrugem asiática mobiliza produtores e técnicos brasileiros, com preocupação principal no Paraná, que concentra mais de 70 registros, enquanto outros estados como Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina também apresentam casos.

Ameaça do fungo, considerada a principal para a cultura da soja pelo Consórcio Antiferrugem, causa desfolha precoce e amarelecimento, podendo resultar em perdas de até 90% da produção quando o manejo não é realizado a tempo.

Prevenção adotada por produtores, como Elias no Paraná, inclui uso de coletores de esporos, monitoramento semanal, respeito ao vazio sanitário, escolha de cultivares adequadas e aplicação preventiva de fungicidas com orientação técnica.

O setor produtivo de soja no Brasil acendeu o sinal de alerta nesta safra. A confirmação de que o país já ultrapassou a marca de 100 registos de ferrugem asiática mobiliza agricultores e técnicos para evitar que o fungo comprometa o enchimento de grãos e a rentabilidade das lavouras. Até meados de dezembro, o número era de 25 casos registrados.

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O estado do Paraná é, atualmente, o epicentro da preocupação, concentrando mais de 70 dos casos registados no território nacional. O avanço da doença também é notável em outras regiões:

  • Mato Grosso do Sul: 24 casos.
  • Rio Grande do Sul: 5 ocorrências.
  • São Paulo: 4 casos confirmados.
  • Santa Catarina: 2 focos registados.

De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, a ferrugem asiática é considerada a principal ameaça à cultura da soja na atualidade. O fungo causa a desfolha precoce e o amarelecimento das folhas, reduzindo drasticamente a capacidade de fotossíntese da planta. Em casos severos, onde o maneio não é realizado a tempo, o prejuízo para o produtor rural pode chegar a 90% da produção.

No ano passado, nesta mesma época do ano, o número de casos registrados também chegou a 100 no Brasil.

Prevenção

No noroeste do Paraná, o produtor Elias, que cultiva cerca de 250 hectares no município de Dr. Camargo, exemplifica o esforço do setor para proteger as plantas durante a fase crítica de enchimento de grãos. "A expectativa de produção é excelente, agora o foco é não deixar a ferrugem chegar", afirma o produtor.

A estratégia adotada envolve o uso de coletores de esporos, ferramentas que permitem o monitoramento semanal da presença do fungo no ar antes mesmo dos sintomas aparecerem visualmente na planta. Especialistas recomendam:

  • Monitoramento constante e leitura de lâminas em microscópio.
  • Respeito rigoroso ao vazio sanitário.
  • Uso de cultivares adequadas.
  • Aplicação preventiva de fungicidas no momento exato detetado pelos técnicos.

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