Resumo
Confirmação de mais de 100 casos de ferrugem asiática mobiliza produtores e técnicos brasileiros, com preocupação principal no Paraná, que concentra mais de 70 registros, enquanto outros estados como Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina também apresentam casos.
Ameaça do fungo, considerada a principal para a cultura da soja pelo Consórcio Antiferrugem, causa desfolha precoce e amarelecimento, podendo resultar em perdas de até 90% da produção quando o manejo não é realizado a tempo.
Prevenção adotada por produtores, como Elias no Paraná, inclui uso de coletores de esporos, monitoramento semanal, respeito ao vazio sanitário, escolha de cultivares adequadas e aplicação preventiva de fungicidas com orientação técnica.
O setor produtivo de soja no Brasil acendeu o sinal de alerta nesta safra. A confirmação de que o país já ultrapassou a marca de 100 registos de ferrugem asiática mobiliza agricultores e técnicos para evitar que o fungo comprometa o enchimento de grãos e a rentabilidade das lavouras. Até meados de dezembro, o número era de 25 casos registrados.
O estado do Paraná é, atualmente, o epicentro da preocupação, concentrando mais de 70 dos casos registados no território nacional. O avanço da doença também é notável em outras regiões:
- Mato Grosso do Sul: 24 casos.
- Rio Grande do Sul: 5 ocorrências.
- São Paulo: 4 casos confirmados.
- Santa Catarina: 2 focos registados.
De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, a ferrugem asiática é considerada a principal ameaça à cultura da soja na atualidade. O fungo causa a desfolha precoce e o amarelecimento das folhas, reduzindo drasticamente a capacidade de fotossíntese da planta. Em casos severos, onde o maneio não é realizado a tempo, o prejuízo para o produtor rural pode chegar a 90% da produção.
No ano passado, nesta mesma época do ano, o número de casos registrados também chegou a 100 no Brasil.
Prevenção
No noroeste do Paraná, o produtor Elias, que cultiva cerca de 250 hectares no município de Dr. Camargo, exemplifica o esforço do setor para proteger as plantas durante a fase crítica de enchimento de grãos. "A expectativa de produção é excelente, agora o foco é não deixar a ferrugem chegar", afirma o produtor.
A estratégia adotada envolve o uso de coletores de esporos, ferramentas que permitem o monitoramento semanal da presença do fungo no ar antes mesmo dos sintomas aparecerem visualmente na planta. Especialistas recomendam:
- Monitoramento constante e leitura de lâminas em microscópio.
- Respeito rigoroso ao vazio sanitário.
- Uso de cultivares adequadas.
- Aplicação preventiva de fungicidas no momento exato detetado pelos técnicos.
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