
Reprodução/Agência Brasil
Resumo
O preço da carne de frango atingiu em março de 2026 o menor patamar em quase três anos, com valor médio do produto resfriado no atacado da Grande São Paulo sendo o mais baixo desde julho de 2023, segundo dados do Cepea.
A queda de 5,2% nos preços em relação a fevereiro é causada por baixa demanda interna e incertezas no mercado internacional, com destaque para o conflito no Oriente Médio que afeta as exportações brasileiras de proteína animal.
A competitividade da carne de frango aumentou em relação à suína e bovina devido à maior intensidade da desvalorização, tornando-se a opção mais econômica para consumidores e atacado, enquanto o setor busca manter o escoamento da produção mesmo com margens reduzidas e preços deflacionados pelo IPCA.
O preço da carne de frango atingiu em março de 2026 o seu menor patamar em quase três anos. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor médio do produto resfriado no atacado da Grande São Paulo é o mais baixo registrado desde julho de 2023, em termos reais.
A queda nos preços, que chega a 5,2% na parcial deste mês em comparação a fevereiro, é impulsionada por uma combinação de baixa demanda no mercado interno e incertezas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio, um dos principais destinos das exportações brasileiras de proteína animal, tem gerado especulações que pressionam as cotações para baixo.
Carne de frango ganha competitividade
Com a desvalorização acentuada, a carne de frango tem ampliado sua vantagem competitiva em relação às proteínas concorrentes, como a suína e a bovina. Embora o preço do suíno também apresente tendência de queda, o recuo do frango tem sido mais intenso e rápido.
O cenário é ainda mais favorável à avicultura quando comparado ao setor de bovinos. Enquanto o frango barateia, os preços da carcaça casada bovina registram alta, tornando a proteína de ave a opção mais econômica para o consumidor final e para o setor de atacado.
Fatores que pressionam o mercado
Especialistas do Cepea apontam que a fragilidade do consumo doméstico impede que os preços se sustentem em níveis mais elevados. Além disso, a logística e o fluxo de exportações dependem da estabilidade geopolítica, fator que atualmente está sob atenção devido às tensões globais.
Para o setor produtivo, a manutenção da competitividade é estratégica para garantir o escoamento da produção, mesmo diante de margens de lucro mais apertadas pela queda no valor de venda por quilo, que atualmente está na média de R$ 6,73.
O que é IPCA e deflacionamento?
O levantamento do Cepea utiliza o deflacionamento pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para calcular os valores em termos reais. Isso significa que os preços são ajustados para descontar a inflação do período, permitindo uma comparação fiel do poder de compra entre diferentes épocas. No caso atual, a base de comparação utilizada foi o índice de fevereiro de 2026.
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