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Agro

Guerra no Oriente Médio: agro busca rotas alternativas para exportações

Conflitos na região encarecem o petróleo, ameaçam o fornecimento de fertilizantes e forçam o redirecionamento de proteínas brasileiras para evitar portos bloqueados

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10/03/2026 09:23 • Atualizado há 228 dias

Guerra no Oriente Médio: agro busca rotas alternativas para exportações

Por conta da guerra no Oriente Médio, o agronegócio brasileiro busca novas rotas para as exportações e enfrenta o aumento do preço do petróleo, que atingiu o país no pico das safras de soja e milho. O barril do petróleo abriu a semana acima de 100 dólares, refletindo diretamente no custo dos combustíveis e na logística nacional.

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Impacto nos combustíveis e logística

O aumento médio de 1 real por litro no combustível impacta o produtor rural no momento em que as máquinas estão no campo para a colheita da soja e o plantio do milho. Além da alta nos preços, alguns locais já registram falta de combustível.

Para tentar reduzir os custos, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende o aumento da mistura de biodiesel no diesel, passando dos atuais 15% para 17%. O pedido já foi protocolado no Ministério de Minas e Energia como uma forma de viabilizar a produção sem novos incrementos nos custos logísticos.

Bloqueios e fertilizantes

O principal ponto de impacto logístico é o fechamento do Estreito de Ormuz, canal essencial por onde passa boa parte do petróleo mundial. Na primeira semana do conflito, quase 200 navios ficaram parados nos portos da região.

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O estreito também é a via de entrada de fertilizantes para o Brasil e de saída para produtos nacionais exportados para o Oriente Médio. Instituições e empresas exportadoras agora buscam rotas alternativas para manter o fluxo dos negócios.

Rotas alternativas para proteínas

O Oriente Médio é um dos principais destinos das proteínas brasileiras, sendo que Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iraque compram cerca de um terço da carne de frango exportada pelo Brasil. O Irã, sozinho, foi responsável por quase um quarto das exportações agrícolas para a região no ano passado, movimentando mais de 12 bilhões de dólares em produtos como milho, açúcar, carne bovina e soja.

Para manter o comércio, o setor avalia caminhos pela Turquia, seguindo por terra, ou contornando o Cabo da Boa Esperança, no sul da África, para seguir rumo à Ásia. Outra opção logística é levar as cargas até o porto de Salalah, no sul de Omã, e transportá-las por estrada até Dubai. O objetivo é garantir a segurança alimentar dos parceiros comerciais e manter a integridade da cadeia produtiva brasileira.

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