Resumo
Conflito no Oriente Médio provoca alta do preço do petróleo, com barril acima de 100 dólares, impactando diretamente o custo dos combustíveis e a logística nacional durante o período de colheita da soja e plantio do milho.
Aumento médio de 1 real por litro no combustível prejudica produtores rurais, com registros de falta de combustível em algumas regiões, levando a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) a solicitar ao Ministério de Minas e Energia o aumento da mistura de biodiesel no diesel de 15% para 17% como alternativa para reduzir custos logísticos.
Fechamento do Estreito de Ormuz paralisa quase 200 navios, afeta a entrada de fertilizantes e a saída de produtos para o Oriente Médio, obrigando exportadores a buscar rotas alternativas, como passagem pela Turquia, contorno do Cabo da Boa Esperança ou transporte via Omã, para garantir o abastecimento de proteínas e a continuidade das exportações brasileiras.
Por conta da guerra no Oriente Médio, o agronegócio brasileiro busca novas rotas para as exportações e enfrenta o aumento do preço do petróleo, que atingiu o país no pico das safras de soja e milho. O barril do petróleo abriu a semana acima de 100 dólares, refletindo diretamente no custo dos combustíveis e na logística nacional.
Impacto nos combustíveis e logística
O aumento médio de 1 real por litro no combustível impacta o produtor rural no momento em que as máquinas estão no campo para a colheita da soja e o plantio do milho. Além da alta nos preços, alguns locais já registram falta de combustível.
Para tentar reduzir os custos, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende o aumento da mistura de biodiesel no diesel, passando dos atuais 15% para 17%. O pedido já foi protocolado no Ministério de Minas e Energia como uma forma de viabilizar a produção sem novos incrementos nos custos logísticos.
Bloqueios e fertilizantes
O principal ponto de impacto logístico é o fechamento do Estreito de Ormuz, canal essencial por onde passa boa parte do petróleo mundial. Na primeira semana do conflito, quase 200 navios ficaram parados nos portos da região.
O estreito também é a via de entrada de fertilizantes para o Brasil e de saída para produtos nacionais exportados para o Oriente Médio. Instituições e empresas exportadoras agora buscam rotas alternativas para manter o fluxo dos negócios.
Rotas alternativas para proteínas
O Oriente Médio é um dos principais destinos das proteínas brasileiras, sendo que Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iraque compram cerca de um terço da carne de frango exportada pelo Brasil. O Irã, sozinho, foi responsável por quase um quarto das exportações agrícolas para a região no ano passado, movimentando mais de 12 bilhões de dólares em produtos como milho, açúcar, carne bovina e soja.
Para manter o comércio, o setor avalia caminhos pela Turquia, seguindo por terra, ou contornando o Cabo da Boa Esperança, no sul da África, para seguir rumo à Ásia. Outra opção logística é levar as cargas até o porto de Salalah, no sul de Omã, e transportá-las por estrada até Dubai. O objetivo é garantir a segurança alimentar dos parceiros comerciais e manter a integridade da cadeia produtiva brasileira.
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