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Hortas urbanas driblam a insegurança alimentar e impulsionam o agro

Na zona leste, são produzidas mais de 6 toneladas de alimentos por mês; produtos são vendidos frescos

Da redação
DA REDAÇÃO

09/07/2026 • 10:07 • Atualizado em 09/07/2026 • 10:07

Em São Paulo, iniciativas de hortas urbanas têm transformado áreas antes vazias e sem uso em espaços de produção de alimentos, promovendo emprego e inclusão social. O projeto tem impactado diretamente a vida de diversas pessoas que encontraram ali uma nova oportunidade de trabalho e autonomia.

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Em São Paulo, há inúmeros projetos espalhados pela cidade. Na zona leste, está a horta urbana Cidade Sem Fome. Lá, dezenas de pessoas que estava em situação de vulnerabilidade trabalham diariamente no cultivo, cuidados com o solo, colheita e beneficiamento de hortaliças.

José Alves Oliveira, de 72 anos, é o funcionário mais antigo da horta urbana. Vindo do Ceará, ele trabalhou na roça antes de chegar à capital paulista, onde exerceu diversas funções. Perto dos 60 anos, ficou desempregado e encontrou na horta uma nova ocupação. Atualmente, Oliveira passa o dia cuidando da terra, atividade que, segundo ele, o faz lembrar da juventude. "Graças a Deus, deu sorte. Estou aí com nossa e vou", afirma, ressaltando o impacto positivo do trabalho em sua vida.

Além de Oliveira, outros trabalhadores também relatam mudanças significativas. A Jaqueline, por exemplo, começou a trabalhar na horta há pouco mais de um ano. Enquanto colhe hortaliças, ela destaca que o emprego proporcionou autonomia e melhorou sua situação. “É um recomeço”, diz ela, que encontrou na horta uma chance de reconstruir sua vida.

O aproveitamento de áreas urbanas ociosas para a produção de alimentos tem sido uma alternativa para quem busca emprego e estabilidade.

As hortas urbanas de São Paulo seguem como exemplo de transformação social e econômica, proporcionando não apenas alimentos frescos, mas também oportunidades para aqueles que enfrentavam dificuldades no mercado de trabalho.

Hans Dieter Temp é o fundador da Ong Cidade Sem Fome, que administra a horta urbana. Para ele, o projeto é muito mais do que um trabalho para dezenas de pessoas, mas um propósito de vida. “A maior dor de um pai ou uma mãe é não conseguir colocar comida de qualidade e em quantidade suficiente dentro de casa, alimentar seus filhos”, explica.

A horta urbana da Ong Cidade Sem Fome produz em média 6 toneladas de alimentos por mês e cultivamais de 30 culturas são produzidas em uma área de 10 hectares.

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