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Setores de aves e suínos movimentam US$ 33 bilhões em exportações

Ricardo Santin destaca décadas de investimentos em genética, sanidade e inovação durante abertura do maior evento das cadeias produtivas no Brasil

Da redação
DA REDAÇÃO

04/08/2026 • 19:14 • Atualizado em 04/08/2026 • 19:14

Brasil se tornou líder global em avicultura com tecnologia própria

Brasil se tornou líder global em avicultura com tecnologia própria

Siavs2026/Magnific

A abertura do SIAVS 2026 (Salão Internacional de Proteína Animal) reúne autoridades, lideranças do setor agropecuário e visitantes de mais de 60 países a partir desta terça-feira (4), em São Paulo. O maior encontro das cadeias produtivas de aves, suínos e ovos do Brasil segue até quinta-feira (6).

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O evento apresenta as principais tecnologias do agronegócio e discute o papel estratégico do país na segurança alimentar global. Atualmente, a cadeia de proteína animal brasileira é responsável por alimentar quase um bilhão de pessoas em todo o mundo.

Em seu discurso inaugural, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, enfatizou a consolidação do Brasil como fornecedor confiável diante de um cenário internacional marcado por conflitos e barreiras comerciais.

De acordo com Santin, as atividades de avicultura e suinocultura geram milhões de empregos no país e movimentam mais de US$ 33 bilhões em exportações. Ele atribuiu os números aos investimentos contínuos em genética, tecnologia e rigoroso controle de sanidade agropecuária — conjunto de medidas preventivas que protege os plantéis contra doenças.

O executivo ressaltou que a posição de destaque do agronegócio brasileiro nos mercados interno e externo não foi herdada, mas sim construída por gerações de produtores rurais, cooperativas e pesquisadores. “Diante de um cenário internacional marcado por conflitos, barreiras comerciais e insegurança alimentar, o Brasil se tornou um dos poucos países capazes de garantir oferta contínua de proteína animal para os mercados interno e externo”, ressalta Santin.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o impacto do setor na economia nacional e na geração de renda nos municípios. Ele reafirmou o compromisso do governo federal em fortalecer o sistema de defesa agropecuária.

Segundo o ministro, a atuação governamental busca superar novas exigências regulatórias internacionais e assegurar a credibilidade dos produtos brasileiros no exterior. Ele frisou que o Brasil assumiu com responsabilidade a missão de garantir a oferta contínua de alimentos.

A senadora Tereza Cristina também elogiou o trabalho dos produtores rurais e defendeu que o poder público deve criar condições favoráveis para a expansão contínua das atividades no campo.

Já o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion, destacou o papel de fomento da avicultura, suinocultura e piscicultura no desenvolvimento regional. Lupion afirmou que a prioridade da frente parlamentar é garantir leis que reduzam entraves burocráticos e preservem a competitividade da produção nacional.

A conferência magna do SIAVS 2026 foi ministrada pelo professor Fernando Schuler, do Insper. Ele analisou os desafios estruturais da economia brasileira e reforçou a necessidade de reformas que melhorem o ambiente de negócios.

Schuler apontou que o principal entrave do país é a baixa produtividade geral, apontando o setor de proteína animal como exemplo de eficiência. Para o professor, reformas nas áreas fiscal e administrativa são essenciais para reduzir o custo do crédito e a dívida pública.

O primeiro dia do evento contou ainda com o Simpósio Ovos Brasil, voltado ao segmento da avicultura de postura — sistema dedicado à criação de galinhas para a produção de ovos. O simpósio debateu a expansão do consumo interno e a abertura de novos mercados compradores.

A coordenadora técnica da ABPA, Tabatha Lacerda, afirmou que o setor precisa se estruturar para atender às novas tendências de mercado. Segundo ela, a agregação de valor aos produtos e a busca por sustentabilidade são os pilares para garantir a competitividade das granjas nas próximas décadas.