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Agro

Logística de celulose e mercado de carnes exóticas impulsionam o agro

Avanço logístico em Mato Grosso do Sul e crescimento da cunicultura no Paraná ganham destaque; queda no preço das frutas favorece o consumidor

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30/03/2026 10:11 • Atualizado há 208 dias

Logística de celulose e mercado de carnes exóticas impulsionam o agro

A infraestrutura logística em Mato Grosso do Sul e o crescimento da cunicultura no Paraná são os principais destaques do setor agropecuário brasileiro nesta semana. Com o avanço do Projeto Sucuriú e a queda nos preços das frutas em São Paulo, o setor demonstra fôlego tanto na exportação quanto no abastecimento do mercado interno.

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A chegada das primeiras locomotivas para a malha ferroviária própria do Projeto Sucuriú, em Mato Grosso do Sul, marca uma nova etapa na expansão da indústria de celulose no estado. A estrutura, que conta com um trecho de 45 quilômetros conectado à Malha Norte, foi projetada para permitir o escoamento de até 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, ligando diretamente a unidade produtiva aos principais portos de exportação.

O investimento em ferrovias próprias é uma estratégia crescente no agronegócio para reduzir a dependência do transporte rodoviário e baixar os custos logísticos. No caso do Mato Grosso do Sul, o projeto reforça a posição do estado como um dos maiores polos mundiais de produção de celulose, garantindo agilidade no transporte da carga da fábrica até o terminal portuário.

Preços de frutas recuam e impulsionam consumo

No varejo, o consumidor paulista encontrou alívio nos preços das frutas durante o mês de fevereiro. De acordo com dados da Associação Paulista de Supermercados (APAS), os produtos ficaram quase 10% mais baratos nos supermercados de São Paulo. A queda de preços tem impulsionado o consumo, especialmente durante o período da Quaresma, quando a dieta de muitos brasileiros sofre alterações.

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Os produtos in natura registraram um recuo médio de 3% no mês. Segundo analistas do setor, a maior oferta de produtos, beneficiada por uma safra de boas condições climáticas, ajudou a reduzir os custos operacionais e de aquisição para os supermercados. Esse cenário de deflação no setor hortifrutigranjeiro contribui para o controle da inflação de alimentos no estado.

Paraná se consolida na produção de carne de coelho

Outro setor em ascensão é a cunicultura — a criação racional de coelhos para fins comerciais. O Paraná consolidou-se como o detentor do terceiro maior rebanho de coelhos do Brasil. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), a atividade movimentou cerca de R$ 2 milhões em 2024 no estado.

Com um plantel de aproximadamente 24 mil animais, a produção paranaense de carne de coelho atingiu a marca de 145 mil quilos. O crescimento não se limita ao mercado interno; o Brasil ampliou em 145% o volume de carne de coelho embarcada para o exterior no último ano, totalizando quase 15 mil quilos exportados. O segmento é visto como uma alternativa de diversificação de renda para pequenos e médios produtores rurais que buscam nichos de mercado de alto valor agregado.

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