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Agro

Mamão formosa: preço cai 13% em Minas Gerais com alta na oferta

Excesso de produção no Norte de Minas Gerais pressiona cotações, que encerram o mês em R$ 0,81/kg; clima frio pode frear recuperação em junho

3 min

02/06/2026 12:55 • Atualizado há 144 dias

Mamão formosa: preço cai 13% em Minas Gerais com alta na oferta

O preço do mamão formosa registra quedas sucessivas no Norte de Minas Gerais ao longo do mês de maio devido ao aumento da oferta da fruta no mercado. Na última semana do mês, a desvalorização chega a 13%, levando o valor médio de comercialização para R$ 0,81 por quilo na região produtora.

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A movimentação de baixa é acompanhada de perto por analistas do setor, que observam uma pressão constante sobre os produtores mineiros. O excedente de mercadoria disponível nas lavouras força a redução dos preços para garantir o escoamento da produção e evitar perdas no campo.

Impacto da oferta e demanda

O cenário de queda nas cotações é um reflexo direto do ciclo produtivo e da logística de distribuição. Quando a oferta — ou seja, a quantidade de fruta disponível para venda — supera a demanda dos consumidores, o valor de mercado tende a recuar para atrair compradores.

No caso do Norte de Minas, um dos principais polos de fruticultura do país, o volume colhido em maio supera as expectativas iniciais. Esse aumento na disponibilidade de mamão formosa gera uma competição maior entre os fornecedores, resultando no valor de R$ 0,81/kg registrado no encerramento do período.

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Pesquisadores da área de Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que a tendência de baixa foi persistente durante todas as semanas de maio. A desvalorização acentuada de 13% na reta final do mês confirma o momento de fragilidade nos preços da commodity.

Perspectivas para o mês de junho

Para a primeira semana de junho, o mercado aguarda uma possível reação, impulsionada pelo tradicional aumento no poder de compra da população no início do mês. No entanto, fatores climáticos podem impedir que os preços voltem a subir de forma significativa.

De acordo com o levantamento do Cepea, o clima frio previsto para diversas regiões do Brasil atua como um limitador para o consumo de frutas. Em temperaturas mais baixas, o consumidor tende a reduzir a procura por itens frescos, como o mamão, o que trava a velocidade das vendas no varejo.

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Essa resistência no consumo deve impedir reações imediatas nas cotações, mantendo os valores em patamares baixos, mesmo com a entrada de novos recursos financeiros no mercado. O equilíbrio entre o volume ofertado pelas fazendas mineiras e a aceitação do consumidor final será determinante para definir os rumos do preço do mamão formosa nas próximas semanas.

Entenda o cenário político e econômico

O endividamento no campo também tem sido uma preocupação para o setor agrícola. Segundo dados da Serasa Experian, a inadimplência rural encerrou o ano passado em 8,2%, refletindo as dificuldades financeiras enfrentadas por produtores diante de oscilações de preços e custos de produção.

Nesse contexto, o Projeto de Lei 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais, busca oferecer um fôlego aos agricultores. O texto avançou recentemente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, prevendo juros reduzidos para auxiliar quem produz.

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O governo federal, entretanto, demonstra resistência quanto ao uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar essas linhas de crédito. O impasse entre o Executivo e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) continua, enquanto o setor aguarda definições que garantam a sustentabilidade econômica da atividade rural no Brasil.

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