As mudanças climáticas podem reduzir em até 38% as áreas adequadas para a criação de abelhas na bacia do Rio Doce até o ano de 2050. O alerta é fruto de um estudo detalhado realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que aponta o calor excessivo e a alteração no regime de chuvas como os principais vilões para a biodiversidade da região.
De acordo com o levantamento, a instabilidade climática ameaça diretamente a polinização, processo essencial para a produção de mel e para o desenvolvimento de diversas culturas agrícolas. A polinização é a transferência de pólen entre as flores, o que permite a fecundação e a formação de frutos e sementes, garantindo a produtividade no campo.
Impactos na produção de mel e agricultura
A redução das áreas adequadas para as abelhas gera um efeito cascata na economia rural. Segundo os pesquisadores da UFMG, sem o ambiente ideal para esses polinizadores, tanto a segurança alimentar quanto a renda dos apicultores locais estão em risco.
O estudo destaca que o aumento da temperatura global desregula o ciclo de vida das abelhas e a floração das plantas. Esse descasamento biológico impede que os insetos encontrem alimento, resultando em uma queda drástica na população desses animais em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Crescimento da carcinicultura no Brasil
Enquanto o clima desafia a apicultura, o setor de carcinicultura — a criação de camarão em cativeiro — projeta um cenário de expansão. A estimativa é que a produção atinja 230 mil toneladas em 2025, o que representa uma alta de quase 10% em relação ao período anterior.
Tradicionalmente concentrada no litoral nordestino, a atividade tem ganhado força no interior de estados como Ceará e Rio Grande do Norte. O avanço é possível graças a sistemas adaptados para o cultivo em águas de baixa salinidade, permitindo a produção longe da costa.
Festival de Chocolate movimenta o Pará
No Norte do país, o agronegócio celebra o processamento do cacau. Começa nesta quinta-feira, em Belém, a décima edição do Chocolate Festival Amazônia, com expectativa de receber mais de 100 mil pessoas até domingo.
O evento deve movimentar cerca de R$ 15 milhões e reúne 300 produtores. Além da venda de chocolates e geleias, a programação foca no futuro da cacauicultura, oferecendo fóruns técnicos e aulas com chefs renomados para agregar valor ao produto paraense.
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