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Creme de própolis da Amazônia e uvas resistentes inovam o agronegócio

Estudo identifica potencial cicatrizante em abelhas nativas, enquanto novas videiras sustentáveis reduzem custos de produção em Santa Catarina

Da redação
DA REDAÇÃO

02/02/2026 • 11:30 • Atualizado em 02/02/2026 • 11:30

Resumo

Estudo realizado por pesquisadores da UFPA e Embrapa identificou potencial farmacêutico em creme formulado a partir do própolis de abelhas sem ferrão da Amazônia, com propriedades curativas e anti-inflamatórias comprovadas em testes iniciais comparáveis aos de pomadas cicatrizantes disponíveis no mercado.

Projeto desenvolvido na região de Videira, Santa Catarina, envolve produção de vinhos finos com uvas PIV resistentes a fungos, criadas pela Epagri em parceria com UFSC e instituições internacionais, exigindo menos defensivos agrícolas, reduzindo custos de manejo e entregando vinhos de alta qualidade e sustentabilidade.

Levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostra que, em 2025, o consumo médio anual de café caiu pouco mais de 2%, totalizando cerca de 1.400 xícaras por brasileiro, devido ao aumento de quase 6% no preço do café torrado e moído, causado por custos de produção e valorização internacional da saca.

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificaram o potencial farmacêutico de um creme formulado a partir do própolis de abelhas sem ferrão, nativas da Amazônia. O estudo analisou insetos que vivem ao redor do cultivo de açaí e detectou propriedades curativas e anti-inflamatórias nas substâncias extraídas dessas abelhas.

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De acordo com os responsáveis pela pesquisa, os testes iniciais apresentaram resultados comparáveis aos de pomadas cicatrizantes já disponíveis no mercado. A inovação reforça a importância da biodiversidade amazônica para o desenvolvimento de produtos de alto valor agregado no setor de biotecnologia.

Vinhos sustentáveis em Santa Catarina

Na região de Videira, em Santa Catarina, o destaque fica para a produção de vinhos finos com o cultivo de uvas resistentes a fungos. Essas variedades, denominadas PIV, foram desenvolvidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O projeto contou com a parceria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de instituições internacionais da Alemanha, Hungria e Itália. O uso dessas videiras exige uma quantidade menor de defensivos agrícolas — produtos químicos usados para proteger as plantações — e reduz significativamente os custos de manejo para o produtor rural.

Como resultado, a produção entrega vinhos de alta qualidade, leves e sustentáveis. Segundo os pesquisadores, as plantas possuem alta capacidade de adaptação climática, desenvolvendo-se bem desde o frio das serras catarinenses até o calor do litoral.

Consumo de café registra queda em 2025

Apesar das inovações no campo, o tradicional hábito brasileiro de consumir café enfrentou mudanças motivadas pela economia. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apontam que, em 2025, cada brasileiro tomou, em média, cerca de 1.400 xícaras de café no ano.

O volume equivale a aproximadamente quatro xícaras por pessoa diariamente. No entanto, o consumo nacional registrou uma redução de pouco mais de 2%. O principal motivo para o recuo foi o aumento do preço do produto no varejo.

De acordo com o levantamento da Abic, o café torrado e moído subiu quase 6% no acumulado do ano passado. O cenário reflete a pressão dos custos de produção e a valorização da saca no mercado internacional, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras.