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Óleo de pequi hidrata a pele e ganha nova forma de uso em cosméticos

Estudo da USP revela que fruto goiano melhora a barreira cutânea; tecnologia de nanoestruturas permite aplicação em géis e bases aquosas

Da redação
DA REDAÇÃO

02/03/2026 • 10:05 • Atualizado em 02/03/2026 • 10:05

Resumo

O óleo de pequi, fruto tradicional do Cerrado, teve eficácia comprovada pela USP na hidratação e fortalecimento da pele, tornando-se destaque para uso cosmético e ganhando novo valor além da culinária.

A nanotecnologia aplicada pelos pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto permitiu encapsular o óleo em lipossomas, facilitando sua inclusão em produtos aquosos, preservando suas propriedades e promovendo hidratação imediata e suavidade à pele nos testes clínicos.

A valorização do pequi beneficia produtores locais, estimula a preservação ambiental e oferece ao consumidor produtos naturais eficazes contra ressecamento e envelhecimento, com expectativa de lançamento de novas linhas cosméticas baseadas na inovação brasileira.

O óleo de pequi, fruto tradicional do Cerrado brasileiro, acaba de ganhar um novo status no mercado de beleza e saúde. Um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo (USP) comprovou que o ingrediente melhora significativamente a hidratação da pele e fortalece a barreira cutânea. A descoberta abre portas para o uso do fruto, já consolidado na culinária, como um poderoso aliado da indústria cosmética.

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Os pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto conseguiram superar uma barreira técnica histórica: a dificuldade de misturar o óleo de pequi em fórmulas que não sejam puramente oleosas. Através de um processo de encapsulamento em nanoestruturas chamadas lipossomas, agora é possível utilizar o ingrediente em géis e bases aquosas, ampliando as possibilidades de produtos no mercado.

Ciência e tecnologia aplicada ao fruto

O grande diferencial da pesquisa foi a utilização da nanotecnologia. Ao encapsular o óleo, os cientistas garantiram que as propriedades benéficas do pequi fossem preservadas e entregues de forma mais eficiente às camadas da pele. Antes dessa inovação, o uso do pequi em cosméticos era limitado devido à sua textura e dificuldade de estabilização em diferentes veículos.

De acordo com os pesquisadores, os testes clínicos realizados apresentaram resultados promissores. A aplicação do novo composto demonstrou uma capacidade de hidratação imediata. Além disso, foi observado que a textura da pele torna-se visivelmente mais suave apenas duas horas após o contato com o produto, evidenciando a eficácia da formulação.

Benefícios para o setor e o consumidor

A valorização do pequi por meio da ciência traz benefícios que vão além da estética. Para o agronegócio e para os produtores extrativistas, a demanda da indústria de cosméticos agrega valor ao fruto e estimula a preservação do Cerrado. O pequi deixa de ser apenas um item de consumo regional para se tornar uma matéria-prima tecnológica de exportação.

Para o consumidor, a vantagem reside no acesso a produtos naturais com eficácia comprovada. O óleo de pequi é rico em antioxidantes e ácidos graxos, elementos essenciais para combater o ressecamento e o envelhecimento precoce da pele. Com a nova tecnologia da USP, esses benefícios chegarão ao público em texturas mais leves e agradáveis para o uso diário, como séruns e hidratantes de rápida absorção.

Inovação brasileira na cosmética

O projeto reforça o papel das universidades brasileiras na criação de soluções para o mercado nacional. Ao transformar um conhecimento popular — o uso do óleo de pequi para hidratação — em um produto de alta tecnologia, a ciência brasileira valida a riqueza da biodiversidade do país.

A expectativa agora é que empresas do setor de higiene e perfumaria adotem a tecnologia para lançar linhas específicas baseadas no fruto. O estudo da USP prova que a ciência pode caminhar junto com a tradição, transformando o que é típico de Goiás e do Brasil central em inovação global para os cuidados com a pele.