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Economia

Preço da cesta básica sobe em todas as capitais e Salvador tem maior alta

Impulsionada pelo valor do feijão, batata e tomate, a capital baiana registrou o maior aumento em três anos; chuvas afetaram a oferta no campo

3 min

15/04/2026 09:39 • Atualizado há 192 dias

Preço da cesta básica sobe em todas as capitais e Salvador tem maior alta

O custo da cesta básica subiu em todas as capitais brasileiras no mês de março, de acordo com dados analisados pelo programa AgroBand. O destaque negativo ficou para Salvador, que registrou uma alta superior a 5%, o maior índice para a capital baiana nos últimos três anos. O movimento foi puxado principalmente pela elevação nos preços de itens essenciais como o feijão, o tomate e a batata inglesa.

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O cenário reflete o impacto direto de questões climáticas e logísticas na mesa do consumidor. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o grupo de alimentação e bebidas, somado ao setor de transportes, respondeu por 76% da inflação registrada no período.

Chuvas nas regiões produtoras reduzem a oferta

A alta nos preços dos hortifrútis não é por acaso. Conforme reportado pela jornalista Luciana Freire, da Band Salvador, o excesso de chuvas nas regiões produtoras prejudicou a colheita de itens fundamentais. Com a produção comprometida, a oferta no mercado caiu, elevando o valor final para o consumidor.

A batata inglesa foi a maior vilã do mês, apresentando um aumento de quase 80% em alguns estabelecimentos. O tomate seguiu a mesma linha, com alta superior a 50%, enquanto a cebola subiu mais de 30%. No caso do feijão, os feirantes relatam que o valor da saca disparou, obrigando comerciantes a fazerem "malabarismos" no prato feito para não repassar todo o custo ao cliente.

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Além do clima, o custo logístico exerceu forte pressão. O grupo de transportes viu seu índice de aumento dobrar em relação ao mês anterior, saltando de 0,74% para 1,64%. Como o escoamento da produção agrícola brasileira depende majoritariamente do modal rodoviário, a alta nos combustíveis e no frete encarece o alimento antes mesmo de ele chegar às prateleiras.

Impacto no IPCA e comportamento do consumidor

Os apresentadores Valteno de Oliveira e Carolina Rabelo detalharam os números do IPCA de março, que ficou em 0,70%. Embora o índice geral tenha apresentado uma leve desaceleração em relação a fevereiro (0,83%), o acumulado do ano para os itens da cesta básica já chega a 1,92%.

"Os principais aumentos vieram dos transportes e do grupo de alimentação e bebidas", pontuou Carolina Rabelo. Ela ressaltou que o café, outro item indispensável, também sofreu reajuste, passando da casa dos R$ 14,00 para R$ 17,00 em média.

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Estratégias de economia

Diante da inflação dos alimentos, o consumidor final tem adotado táticas de sobrevivência financeira:

  • Substituição: Troca de marcas ou de tipos de hortaliças conforme o preço do dia.
  • Estoque em promoção: Compra de maiores quantidades de itens não perecíveis, como o café, quando encontram ofertas pontuais.
  • Pesquisa de campo: Consumidores relatam que a variação entre feiras livres e supermercados tabelados tem sido o diferencial para equilibrar as contas no fim do mês.

Apesar da alta generalizada, o setor monitora a estabilização do clima nas próximas semanas, o que pode normalizar o fluxo de oferta e aliviar o bolso dos brasileiros no próximo levantamento.

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