
Feijão preto também registra alta de preços
Sebastião de Araújo/Embrapa
Os preços dos feijões carioca e preto registram mais uma alta no mercado brasileiro, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Para o tipo carioca, o produto com classificação 9,0 ou superior retomou, em janeiro, os patamares mais elevados dos últimos três meses. Já as cotações para os grãos com notas 8,0 e 8,5 voltaram aos níveis mais altos registrados desde abril de 2025.
Este cenário de valorização também é observado no feijão preto. As médias atuais para essa variedade atingiram os maiores patamares desde abril do ano passado. A tendência de alta reflete uma mudança na disponibilidade do grão no mercado nacional.
O que explica a alta nos preços
Segundo pesquisadores do Cepea, a principal explicação para o movimento de alta é a menor disponibilidade do produto. Houve uma redução na oferta da primeira safra, somada à possibilidade de uma área menor para a segunda safra, que está em fase de cultivo.
Para o produtor, a recuperação nos valores pode funcionar como um fator de atratividade para investir no plantio da segunda etapa. Por outro lado, o cenário indica possíveis elevações nos preços repassados ao atacado e ao varejo. Isso tende a atrair compradores para os lotes disponíveis, ampliando a disputa pelo grão e favorecendo novos reajustes.
A classificação por "notas" (como 8,5 ou 9,0) refere-se à qualidade comercial do feijão, leva em conta critérios como cor, tamanho e aspecto visual do lote. Quanto maior a nota, maior o valor agregado. Já a "segunda safra", também conhecida como "safrinha", é o ciclo de plantio que ocorre logo após a colheita da safra principal, aproveitando a mesma área de cultivo.
