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Produção menor e atraso na colheita elevam preços do feijão

Levantamento do Cepea mostra valorização generalizada do tipo carioca; no campo, colheita atinge apenas 16,5% da área total e preocupa setor

Da redação
DA REDAÇÃO

19/01/2026 • 11:55 • Atualizado em 19/01/2026 • 11:55

Feijão carioca é o tipo que está ficando mais caro no Brasil

Feijão carioca é o tipo que está ficando mais caro no Brasil

Sebastião de Araújo/Embrapa

Resumo

Os preços do feijão preto e carioca registram alta em janeiro de 2026, impulsionados pela menor oferta no mercado e valorização generalizada nas principais regiões produtoras, segundo o Cepea.

Os dados da Conab indicam atraso na colheita da primeira safra, com apenas 16,5% da área colhida até 10 de janeiro, abaixo do índice do ano anterior e da média dos últimos cinco anos, mantendo estoques baixos e pressionando os preços ao produtor e consumidor.

A projeção da Conab para a safra 2025/26 aponta produção de 3,05 milhões de toneladas, alta de 1,4% em relação à estimativa anterior, mas ainda 0,5% inferior à safra passada, exigindo atenção dos produtores aos custos e condições climáticas diante da sensibilidade do mercado à oferta e demanda.

Os preços do feijão, tanto preto quanto do carioca, apresentam tendência de alta neste primeiro mês de 2026. Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do feijão carioca é praticamente generalizada nas principais regiões produtoras.

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O principal fator que impulsiona as cotações é a menor oferta do grão no mercado. De acordo com pesquisadores da instituição, a redução na disponibilidade imediata do produto força os reajustes, embora o setor mantenha uma postura de cautela. Veja os diferentes tipos de feijões produzidos no Brasil.

Agentes do mercado avaliam agora dois pontos críticos: a queda na produção da primeira safra e a capacidade do varejo em absorver esses aumentos sem prejudicar o ritmo de consumo nas gôndolas dos supermercados.

Atraso na colheita e ritmo do campo

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçam o cenário de oferta restrita. Até o dia 10 de janeiro, a semeadura da primeira safra de feijão atingiu 80,4% da área nacional. No entanto, o ritmo de retirada do grão do campo está mais lento do que o esperado para o período.

A colheita alcançou apenas 16,5% da área total no Brasil. O índice mostra um atraso significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando 24,8% da área já havia sido colhida. O desempenho atual também está abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 28,7%.

Este atraso na entrada da safra nova contribui para manter os estoques baixos e sustentar a pressão de alta nos preços pagos ao produtor e, consequentemente, nos valores repassados ao consumidor final.

Projeções para a safra 2025/26

Apesar das dificuldades momentâneas na colheita, a Conab elevou ligeiramente a estimativa de produção nacional de feijão para a temporada 2025/26. O novo relatório aponta uma produção de 3,05 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% em relação à previsão anterior.

Mesmo com esse ajuste positivo na estimativa, o volume total projetado ainda é 0,5% inferior ao que foi registrado na safra 2024/25. Para o produtor, o momento exige atenção redobrada aos custos de produção e às condições climáticas que ainda podem afetar as áreas que aguardam a colheita.

O mercado de feijão é conhecido por sua alta sensibilidade a variações de oferta, e o equilíbrio entre a produção da primeira safra e a demanda doméstica deve ditar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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