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Agro

Produção menor e atraso na colheita elevam preços do feijão

Levantamento do Cepea mostra valorização generalizada do tipo carioca; no campo, colheita atinge apenas 16,5% da área total e preocupa setor

2 min

19/01/2026 11:55 • Atualizado há 278 dias

Produção menor e atraso na colheita elevam preços do feijão

Os preços do feijão, tanto preto quanto do carioca, apresentam tendência de alta neste primeiro mês de 2026. Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do feijão carioca é praticamente generalizada nas principais regiões produtoras.

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O principal fator que impulsiona as cotações é a menor oferta do grão no mercado. De acordo com pesquisadores da instituição, a redução na disponibilidade imediata do produto força os reajustes, embora o setor mantenha uma postura de cautela. Veja os diferentes tipos de feijões produzidos no Brasil.

Agentes do mercado avaliam agora dois pontos críticos: a queda na produção da primeira safra e a capacidade do varejo em absorver esses aumentos sem prejudicar o ritmo de consumo nas gôndolas dos supermercados.

Atraso na colheita e ritmo do campo

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçam o cenário de oferta restrita. Até o dia 10 de janeiro, a semeadura da primeira safra de feijão atingiu 80,4% da área nacional. No entanto, o ritmo de retirada do grão do campo está mais lento do que o esperado para o período.

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A colheita alcançou apenas 16,5% da área total no Brasil. O índice mostra um atraso significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando 24,8% da área já havia sido colhida. O desempenho atual também está abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 28,7%.

Este atraso na entrada da safra nova contribui para manter os estoques baixos e sustentar a pressão de alta nos preços pagos ao produtor e, consequentemente, nos valores repassados ao consumidor final.

Projeções para a safra 2025/26

Apesar das dificuldades momentâneas na colheita, a Conab elevou ligeiramente a estimativa de produção nacional de feijão para a temporada 2025/26. O novo relatório aponta uma produção de 3,05 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% em relação à previsão anterior.

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Mesmo com esse ajuste positivo na estimativa, o volume total projetado ainda é 0,5% inferior ao que foi registrado na safra 2024/25. Para o produtor, o momento exige atenção redobrada aos custos de produção e às condições climáticas que ainda podem afetar as áreas que aguardam a colheita.

O mercado de feijão é conhecido por sua alta sensibilidade a variações de oferta, e o equilíbrio entre a produção da primeira safra e a demanda doméstica deve ditar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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