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Horário de verão foi extinto em 2019 no governo de Bolsonaro

Mudanças nos hábitos de consumo e nível de reservatórios foram fundamentais para suspensão do horário de verão

Da redação
DA REDAÇÃO

15/09/2025 • 15:37 • Atualizado em 15/09/2025 • 15:37

Horário de verão foi 'inventado' em 1931 no Brasil

Horário de verão foi 'inventado' em 1931 no Brasil

Energia (Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

O governo federal estuda reintroduzir o horário de verão no Brasil a partir de novembro deste ano. Para alguns, o fato é motivo de alegria, mas há quem não goste no horário de verão, período em que os relógios são adiantados em 1 hora em algumas regiões do Brasil.

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O horário de verão é uma medida adotada para economizar energia e existe desde o ano de 1931. A medida foi instituída pela primeira vez no Brasil, através de um decreto do então presidente Getúlio Vargas. A prática foi mantida de forma esparsa até 1985, quando se tornou uma medida mais regular para economizar energia, e foi formalmente abolida em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o Ministério das Minas e Energia, em 2019, sob a gestão do Almirante Bento Albuquerque, foi suspenso sob a alegação de que os hábitos da população em relação aos gastos de energia haviam mudado e a medida não compensava. “Como nos últimos anos houve mudanças no hábito de consumo de energia da população, deslocando o maior consumo diário de energia para o período da tarde, o Horário de Verão deixou de produzir os resultados para os quais essa política pública foi formulada, perdendo sua razão de ser aplicado sob o ponto de vista do setor elétrico”, argumentou o governo, em 2019.

No ano de 2021, durante a ocorrência de uma crise hídrica, a partir o inverno daquele ano, entidades empresariais pediram a volta do horário de verão, mas o presidente Bolsonaro descartou a possibilidade, alegando “efeito limitado”. Em 2022 e 2023, já sob a presidência de Lula, o tema voltou aos debates. Setores como o de bares, restaurantes e turismo defendiam a volta do horário de verão, alegando aumento no movimento com dias mais longos.

Segundo o MME, com a expansão do uso de energias solar e eólica, cresceu a preocupação com os horários de pico entre 18h e 19h, quando esses pontos perdem eficiência. Assim, o sistema precisou recorrer novamente às termelétricas, elevando custos e acionando a bandeira vermelha em algumas épocas do ano. O atual ministro das minas e energia, Alexandre Silveira, anunciou em julho que o governo estuda reintroduzir o horário de verão neste ano.