
Hortaliça ruibarbo é uma planta originária do norte da Europa e ainda pouco conhecida no Brasil
Fernando Dias
Resumo
Estreia na Expointer 2025: A Fazenda da Cria e o município de São Francisco de Paula estreiam na Expointer 2025 com produtos derivados de ruibarbo, liderados pela família Martini Muller.
Produção de Ruibarbo: A propriedade conta com 35 mil plantas de ruibarbo e oferece uma variedade de produtos culinários como pães, cucas, tortas e geleias, sendo a única produtora do Brasil.
Desafios e superação: Apesar de enfrentar desafios como enchentes e danos causados por temporais, a Fazenda da Cria persiste na produção e garante sua participação na Expointer, representando São Francisco de Paula.
A produção de alimentos derivados de ruibarbo — planta originária do norte da Europa e ainda pouco conhecida no Brasil — leva a agroindústria Fazenda da Cria e o município de São Francisco de Paula a estrearem em dose dupla na Expointer 2025, que ocorre de 30 de agosto a 7 de setembro. A família Martini Muller é responsável pela inovação e se tornou a primeira produtora em larga escala dessa hortaliça no país.
O cultivo começou de forma experimental há cerca de três anos, quando foram plantados os primeiros pés na área de 32 hectares. Hoje, a propriedade soma 35 mil plantas de ruibarbo, ingrediente versátil que dá origem a uma série de produtos culinários. “Nossa agroindústria oferece pães, cucas, tortas, bolachas, compotas, conservas, geleias, entre outros”, conta Isaura Martini Muller, filha de Sadi e Clarice. Gabriel, filho de Isaura, representa a terceira geração da família e é o responsável legal pela agroindústria.
Além de pioneira, a Fazenda da Cria é atualmente a única produtora de ruibarbo no Brasil. “Entre as geleias à base do caule da planta, destacam-se a chutney, ideal para acompanhar queijos, torradas e carnes, e a tradicional, de sabor doce”, explica Isaura.
Estreia em dose dupla na Expointer
Até o ano passado, São Francisco de Paula, município com mais de 21 mil habitantes, não tinha representante no Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer. “Estive na feira em 2023 e perguntei: cadê o povo de São Chico? Tinha representantes de cidades bem menores, mas ninguém daqui”, recorda Isaura Muller.
Ela conta que já tinha a intenção de participar da edição anterior, mas acabou ficando de fora devido à enchente e à impossibilidade de concluir a formalização da agroindústria a tempo. Neste ano, quando tudo parecia encaminhado, um novo desafio surgiu. No final de julho, a um mês da feira, um temporal destelhou o prédio da agroindústria onde os produtos são preparados, gerando um prejuízo de mais de R$ 100 mil às vésperas do evento. “Em meio à reconstrução, seguimos produzindo para a Expointer. Apesar de todas as dificuldades, vamos honrar nossa cidade e estrear este ano na feira”, garante Isaura.
Acompanhe o mundo do agro!
As principais notícias do agronegócio toda semana e de graça, no seu email
Selecione os seus temas favoritos:

