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Tarifaço: como a ajuda do governo chegará às empresas exportadoras?

Plano de contingência foi anunciado nesta semana, mas ainda levará 120 dias para ser implementado

Por Redação
REDAÇÃO

14/08/2025 • 11:55 • Atualizado em 14/08/2025 • 11:55

O governo federal anunciou nesta semana um pacote de ajuda econômica para setores produtivos afetados, priorizando principalmente os exportadores de café, madeira e carnes, além de pequenas empresas. Segundo o anúncio, será aberta uma linha de crédito especial no valor de R$ 30 bilhões. No entanto, muitos detalhes ainda precisam ser esclarecidos, como acesso às linhas de crédito, valor específico para cada empresa, taxas de juros aplicadas e critérios de elegibilidade.

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O plano também inclui medidas de suporte fiscal, como o adiamento por dois meses da cobrança de impostos das empresas e a ampliação do programa Reintegra, que devolve parte dos tributos aos exportadores, com grandes e médias empresas recebendo um desconto de alíquota de 3% e micro e pequenas empresas, 6%.

Uma das condições para o acesso ao apoio financeiro é a manutenção de empregos, algo que será fiscalizado em todo o país. Além disso, o governo pretende comprar produtos perecíveis que deixarão de ser enviados aos Estados Unidos, como frutas e pescados, destinando-os para a merenda escolar, hospitais e restaurantes comunitários.

Em resposta ao "tarifaço" imposto por Donald Trump, o presidente Lula criticou a medida e afirmou que o debate não é econômico, mas sim político e ideológico. Ele também mencionou esforços para diversificar os mercados para diminuir a dependência do Brasil em relação aos Estados Unidos, citando acordos já concluídos ou em negociação com a União Europeia, Emirados Árabes, Canadá, Índia e Vietnã.

Representantes do setor produtivo mostraram apoio ao pacote, considerando-o uma medida paliativa importante. A Federação das Indústrias de São Paulo também manifestou seu apoio, destacando que continuará atuando para reduzir os impactos financeiros. Para os cofres públicos, o plano terá um custo de 9 bilhões e meio de reais, mas há um movimento no Congresso para que esses gastos sejam excluídos do limite de despesas, facilitando a sua implementação.

O pacote ainda precisa ser aprovado pelo Congresso em até 120 dias, com o presidente da Câmara, Hugo Motta, reconhecendo a importância da medida e garantindo empenho para ajudar o país.

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