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Whisky ou cachaça? Brasil e Escócia mantém boas relações comerciais no agro

Enquanto o país escocês exporta o whisky, o Brasil envia a cachaça, mas o comércio bilateral de carnes também é intenso; veja outros

Da redação
DA REDAÇÃO

24/06/2026 • 12:25 • Atualizado em 24/06/2026 • 12:25

Brasil e Escócia se enfrentam nesta quarta-feira (24), em Miami, nos Estados Unidos, pela Copa do Mundo. A seleção brasileira está na liderança do Grupo C e decide seu destino no estádio Hard Rock, com o objetivo de garantir a classificação para a próxima fase, onde poderá enfrentar um adversário teoricamente mais fraco.

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O AgroBand desta quarta-feira foi além dos campos de futebol para entender quais são as relações do Brasil com a Escócia no agronegócio. E o destaque vai para a pecuária. A pecuária extensiva é a principal atividade rural da Escócia, favorecida pelo terreno alto e montanhoso, ideal para a criação de ovelhas e bois. Da Escócia vem a segunda raça bovina mais utilizada no Brasil, a Angus, evidenciando a conexão agropecuária entre as nações.

A relação comercial entre Brasil e Escócia é considerada pequena, mas permanece ativa, especialmente no setor agropecuário. Além da pecuária, as exportações de soja, café e carne ganham destaque.

O intercâmbio também ocorre por meio de empreendedores brasileiros na Escócia. Em Glasgow, uma empresária brasileira fundou uma empresa dedicada ao público brasileiro, vendendo produtos como polpa de fruta, açaí e mandioca. "A segunda empresa que nós abrimos é a Hilbary Assaí, que é uma empresa que a gente criou especificamente para trazer o açaí, nosso amado açaí do Brasil, diretamente aqui, pro Reino Unido", relatou a empreendedora.

Além de alimentos, bebidas tradicionais unem as culturas: enquanto o Brasil é conhecido pela cachaça, a Escócia se destaca pelo whisky. Ambos são símbolos nacionais e costumam estar presentes em momentos de celebração, especialmente nos dias de jogos.

O futebol, por sua vez, tem uma história de intercâmbio entre os países. Foi Charles Miller, filho de escocês, quem trouxe o esporte para o Brasil no fim do século XIX, introduzindo um estilo de jogo baseado em passes e dribles. A paixão pelo futebol arte foi reconhecida por um atleta escocês de jiu-jitsu, que afirmou em português: "O jogo Football da Brasil muito alto, muito alto".

Os escoceses também demonstram admiração pelos grandes nomes do futebol brasileiro, como Ronaldinho, Ronaldo e Kaká. Quando questionado sobre o palpite para o jogo, um escocês respondeu: "O meu palpite para quarta? 2 a um". Uma brasileira também apostou na vitória da seleção: "Vai ser 3 a 1 para o Brasil".

Enquanto Brasil e Escócia se enfrentam nos gramados, os laços econômicos e culturais entre os países continuam se fortalecendo, mostrando que a relação vai muito além do futebol e envolve setores como agropecuária, gastronomia e bebidas típicas.