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Tomate e batata disparam e pressionam IPCA de setembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a setembro de 2026 registra alta de 0,82%, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta

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09/10/2026 12:00 • Atualizado há 8 horas

Tomate e batata disparam e pressionam IPCA de setembro

Reprodução/Agro+

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a setembro de 2026 registra alta de 0,82%, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (9). O resultado acelera a inflação oficial do país após o recuo de 0,32% em agosto, acumulando avanço de 3,95% no ano e 4,58% nos últimos 12 meses. O principal vetor de pressão sobre o índice vem do grupo Alimentação e Bebidas, que volta a subir impulsionado pelas fortes altas de itens essenciais da mesa brasileira.

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Após três meses consecutivos de deflação — termo que define a queda persistente e generalizada nos preços —, o grupo Alimentação e Bebidas avança 0,83% no período. O movimento decorre sobretudo da alimentação no domicílio, com encarecimento de 0,96% no mês. Já o consumo fora do lar tem expansão de 0,48%, sob efeito das refeições (0,49%) e dos lanches rápidos (0,47%).

Quebra de safra encarece hortaliças e tubérculos

No topo da lista de maiores pressões inflacionárias, o tomate lidera o ranking geral de elevações com salto de 37,76% em setembro. Logo em seguida aparece a batata-inglesa, que apresenta disparo expressivo de 24,07% na medição do instituto oficial.

A cebola também tem salto de dois dígitos, com incremento de 10,14% na cesta de compras das famílias. Entre outros alimentos básicos de consumo massivo, o arroz registra encarecimento de 4,56%, enquanto o conjunto das carnes apresenta elevação moderada de 0,63%.

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Especialistas e analistas do agronegócio apontam que a combinação de adversidades climáticas severas e quebra de safra reduziu bruscamente a oferta de tubérculos e hortaliças nas centrais de abastecimento. A escassez momentânea de produtos frescos nas lavouras forçou a escalada nos custos de distribuição e no valor cobrado ao consumidor final nas gôndolas dos supermercados.

Frango e frutas trazem alívio às famílias

Na contramão das pressões dos legumes, alguns produtos registram recuos significativos e ajudam a amortecer a cesta básica domiciliar. O frango inteiro apresenta retração de 1,96% em setembro, constituindo a principal queda alimentar do mês.

O segmento de frutas anota deflação média de 1,12%, contribuindo para conter gastos extras nas feiras livres e mercados. Ao mesmo tempo, o preço do ovo de galinha mostra alívio em diferentes capitais do país, com recuo expressivo de 7,40% na praça de Rio Branco.

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Para o consumidor doméstico, o momento exige planejamento orçamentário e busca por substituições estratégicas, priorizando proteínas e itens menos vulneráveis aos impactos climáticos da safra agrícola.

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