
Lyssavirus, que causa a raiva
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Campinas (SP) registrou o primeiro caso de raiva em um gato desde o ano de 2016. Diante da confirmação, o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) iniciou imediatamente um protocolo de ações preventivas, que inclui a investigação do caso e uma busca ativa por pessoas que possam ter tido contato direto com o animal.
A gata, descrita como jovem, de pelagem rajada e barriga branca, foi abandonada no Cemitério da Saudade, localizado no bairro Swift. Após ser encontrada doente por protetoras de animais, ela foi encaminhada a uma clínica veterinária, onde acabou morrendo.
A Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) foi acionada pela clínica no dia 21 de julho após suspeitas da doença. O material biológico coletado foi enviado ao Instituto Pasteur, que confirmou o diagnóstico positivo para raiva na quarta-feira (29). Durante o atendimento, um veterinário chegou a ser arranhado pelo animal; o profissional, que já era imunizado, recebeu atendimento antirrábico humano preventivo.
Nesta sexta-feira (31), equipes do Devisa realizam uma busca ativa de casa em casa no entorno do Cemitério da Saudade. O objetivo é identificar rapidamente pessoas que possam ter sido expostas ao vírus e orientar sobre as medidas imediatas de prevenção. Além disso, outros gatos que frequentam a região serão monitorados.
A Devisa reforça que o risco de infecção está restrito a quem teve contato direto com este felino específico.
Orientações à população
A raiva é uma doença grave e potencialmente fatal, transmitida principalmente pela mordida de animais infectados, mas também por arranhões ou contato da saliva com feridas abertas e mucosas.
A prefeitura orienta que qualquer pessoa que suspeite de exposição ao animal — mesmo que não tenha ocorrido mordida ou arranhão — entre em contato com a UVZ pelo telefone (19) 2515-7044 para que o caso seja avaliado.


