A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, e manifestou-se pela revogação das prisões temporárias de dois investigados: João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Outros quatro suspeitos permanecem presos e foram denunciados pelo Ministério Público (MP). A informação foi apurada pela equipe da Band nesta quinta-feira (9).
De acordo com o relatório final da investigação, que apurou a queda da jovem na "Ponte do Esqueleto", entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), a autoridade policial concluiu que não há elementos suficientes para o indiciamento de João Antonio e Gabriel, assim como de outros dois investigados, Kauê Felipe Silva Silveira e Luís Gustavo de Oliveira, neste momento processual.
Por outro lado, a investigação resultou no indiciamento de Evelyne dos Santos Gonçalves. A polícia solicitou a conversão de sua prisão temporária em preventiva, apontando indícios de que ela integrava o núcleo organizacional do evento. Evelyne responderá pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual, sob a acusação de contribuir para a manutenção da atividade em condições inadequadas e tentar ocultar provas relevantes.
Já Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, foram acusado acusados de homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O trio atuou na plataforma que a jovem foi lançada.
Falhas de segurança
A tragédia ocorreu durante a modalidade "aviãozinho", na qual a vítima foi lançada da estrutura sem estar devidamente conectada às cordas de segurança. As diligências, que incluíram análise de vídeos e perícias, apontaram "relevantes falhas organizacionais", como a ausência de protocolos operacionais e a execução da atividade em condições incompatíveis com o risco envolvido.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para o prosseguimento das medidas cabíveis.
Relembre o crime
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser jogada de cerca de 30 metros de altura sem cordas ao pular de rope jump, na manhã de sábado, no dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).
De acordo com a Polícia Militar (PM), seis funcionários da empresa estavam no local e foram conduzidos à delegacia, incluindo um bombeiro civil.
Em um vídeo publicado nas redes sociais é possível ver o momento em que três funcionários carregam a vítima na plataforma. Eles jogam a vítima e, em seguida, é possível ouvir uma pessoa gritando:
Gente, a corda!

Vídeo publicado nas redes sociais do momento da queda
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ainda de acordo com a PM, todos os funcionários tentaram retirar as camisetas com o logotipo da empresa Entre Cordas, responsável pelo "rope jump", duas delas tentaram fugir. A empresa não tinha documentação que regulamentasse a atividade no local.
No dia, três envolvidos na tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Depois, mais três pessoas foram presas.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


