
Violência contra mulher e campanha 'Band Não Se Cala'
Freepik
Neste sábado (25) e domingo (26), ocorrências foram registradas em cidades nas regiões de Campinas (SP) e Sorocaba (SP) e chamaram a atenção pelos pontos em comuns envolvendo ex-companheiras, namoradas e a escalada da violência contra mulher em relacionamentos e após términos.
- Em Conchal (SP), um homem atirou contra a ex-companheira e, em seguida, disparou contra a própria cabeça. Ela sobreviveu, mas permanece internada. Já o agressor, morreu.
- Em Mogi Guaçu (SP), a Polícia Militar (PM) prendeu um homem suspeito de sequestrar o pai da ex-companheira. A intenção do criminoso era atrair a mulher.
- Já em outro caso, em Nazaré Paulista (SP), um homem foi preso após ameaçar atear fogo na casa da ex-companheira.
- Em Itobi (SP), um homem foi preso após agredir e ameaçar a companheira, em seguida, ele tentou fugir.
- Um homem foi preso em flagrante por violência doméstica, em Sumaré (SP), após enforcar a parceira. O filho do casal presenciou a agressão.
- Já em Votorantim (SP), um homem foi preso por violência doméstica, após agredir, trancar e ameaçar a companheira.
Esses casos são apenas alguns registrados pelo Portal Band Multi. São histórias diferentes, mas que têm a mesma origem: a violência, ameaças, abusos psicológicos, o risco e as perseguições.
Esses casos não são episódios isolados. Eles fazem parte de uma estatística alarmante. No Brasil, uma mulher pede socorro à Polícia Militar a cada 30 segundos. Um estupro é registrado a cada seis minutos. E um feminicídio acontece, em média, a cada seis horas.
São crimes que frequentemente têm origem em relacionamentos abusivos e que, em muitos casos, apresentam sinais anteriores de agressões físicas, psicológicas, ameaças ou perseguições.
Os registros acontecem em meio ao lançamento da campanha “Band Não Se Cala”, iniciativa do Grupo Bandeirantes que busca ampliar a conscientização sobre a violência de gênero, incentivar denúncias e fortalecer o acolhimento às vítimas. A mobilização também chama a atenção para a necessidade de romper o silêncio diante de qualquer forma de agressão.
Especialistas e órgãos de proteção às mulheres alertam diariamente que ameaças, perseguições, agressões verbais, controle excessivo, violência patrimonial e intimidações não devem ser minimizados.
Mais do que noticiar os casos, a campanha “Band Não Se Cala” propõe uma reflexão sobre o papel da sociedade no enfrentamento da violência. A iniciativa reforça que familiares, amigos, vizinhos e testemunhas podem contribuir denunciando situações de risco e oferecendo apoio às vítimas.
Romper o silêncio é um passo fundamental para impedir que novas agressões aconteçam. A informação, a denúncia e o acolhimento continuam sendo ferramentas essenciais para salvar vidas e combater a violência contra a mulher.
*Estagiária sob supervisão.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


