Band Paraná

Caso de brasileira morta na Espanha ganha advogado em Valência

Parentes contestam hipótese inicial de suicídio e cobram investigação detalhada das autoridades espanholas

João Marcelo
JOÃO MARCELO

14/04/2026 • 19:08 • Atualizado em 14/04/2026 • 19:08

Gisele Meira, de 32 anos, era de Curitiba e foi encontrada morta na Espanha

Gisele Meira, de 32 anos, era de Curitiba e foi encontrada morta na Espanha

Foto: Redes Sociais

Um advogado espanhol, radicado em Valência, passou a atuar no caso da morte da curitibana Gisele Fernanda Theodoro Meira, de 32 anos, encontrada sem vida na Espanha em 30 de março. A entrada do profissional foi confirmada pela advogada da família em Curitiba, Carina Goiatá, que acompanha o caso no Brasil.

Compartilhar

Segundo Carina, o objetivo é acompanhar de perto as investigações e tentar destravar a apuração sobre as circunstâncias da morte. Até o momento, nem a polícia nem a imprensa local divulgaram detalhes sobre o ocorrido, que segue cercado de dúvidas.

O advogado espanhol deve atuar diretamente junto às autoridades do país, enquanto a defesa da família no Brasil articula medidas com o consulado brasileiro. A expectativa é que a cooperação entre os profissionais nos dois países ajude a esclarecer o que aconteceu com a jovem.

Caso é tratado como morte suspeita

Gisele se mudou para a Espanha em dezembro do ano passado e havia pago seis meses de aluguel adiantado. Ao chegar ao imóvel, ela encontrou o local já ocupado por outros dois imigrantes e passou a dividir a residência com eles.

No dia 30 de março, o namorado encontrou a brasileira morta. A versão inicial apresentada às autoridades aponta para um possível suicídio, mas a família contesta essa hipótese e insiste em novos esclarecimentos.

De acordo com os familiares, ninguém acionou a polícia no momento da ocorrência, o que até agora impede a abertura formal de um inquérito no país europeu. Com a assistência jurídica na Espanha, uma denúncia deve ser formalizada para que o caso seja reavaliado.

O consulado brasileiro também deve solicitar uma investigação mais detalhada às autoridades locais. O corpo de Gisele permanece retido e só será liberado após a conclusão da perícia oficial.

Família cobra respostas

A advogada da família, Carina Goiatá, afirma que o caso precisa ser tratado como morte suspeita e questiona a versão de suicídio apresentada inicialmente. Na avaliação dela, a falta de informações oficiais e a ausência de um inquérito até o momento reforçam a necessidade de uma apuração mais rigorosa.

Carina destaca que os parentes buscam respostas sobre o que aconteceu entre a chegada de Gisele ao país e o dia em que o namorado encontrou o corpo. Para a família, a atuação conjunta do advogado em Valência, da defesa em Curitiba e do consulado brasileiro é fundamental para garantir que todas as linhas de investigação sejam consideradas.

Enquanto aguardam os próximos passos, os familiares seguem em contato com as autoridades e cobram transparência no andamento do caso, que continua sem conclusão definitiva.