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Caso Odonto Excellence: o que se sabe sobre morte de diretor em PG

Polícia aponta dono da Odonto Excellence como suspeito de mandar matar diretor; defesa nega envolvimento.

Da redação
DA REDAÇÃO

14/05/2026 • 18:01 • Atualizado em 18/05/2026 • 21:03

À esquerda, Oséias Gomes, indiciado pela Polícia Civil. À direita, José Claiton Leal Machado, vítima do crime.

À esquerda, Oséias Gomes, indiciado pela Polícia Civil. À direita, José Claiton Leal Machado, vítima do crime.

Foto: Redes Sociais

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que apura o assassinato de José Claiton Leal Machado, morto em 19 de abril de 2022, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O empresário Oséias Gomes, dono da Odonto Excellence, foi indiciado como suspeito de ser o mandante intelectual e financiador do crime.

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De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o caso foi investigado pela 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, por meio do Setor de Homicídios. A apuração incluiu análise de dados telemáticos, quebras de sigilo bancário e oitivas de testemunhas.

O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

Quem é o empresário indiciado

Oséias Gomes, indiciado pela Polícia Civil como mandante do crime

Oséias Gomes, indiciado pela Polícia Civil como mandante do crime

Oséias Gomes é apontado pela polícia como CEO da empresa onde José Claiton trabalhava. Segundo a investigação, ele teria ligação com o planejamento e o custeio da ação criminosa.

A Polícia Civil do Paraná afirma que o empresário teria usado uma rede de intermediários para contratar os executores e operacionalizar pagamentos relacionados ao crime.

O que a polícia aponta no inquérito

Segundo a corporação, os investigadores identificaram transferências bancárias de contas controladas por Oséias para contas de operadores logísticos do crime em datas próximas ao homicídio.

Para a polícia, esses valores teriam sido usados para custear a operação e pagar envolvidos diretamente na execução.

Qual teria sido a motivação

As investigações apontam que o crime teria sido motivado por conflitos empresariais graves.

De acordo com o relatório, o investigado teria reagido a uma suposta tentativa de José Claiton de assumir o controle da empresa. A polícia também cita desavenças relacionadas à abertura de uma clínica concorrente.

Como o crime aconteceu

José Claiton Leal Machado foi morto em uma emboscada em frente à própria casa, em Ponta Grossa.

A ação é descrita pela polícia como coordenada e previamente planejada. A execução teria sido feita por terceiros, já identificados em fases anteriores da investigação.

Quem são os outros envolvidos

O inquérito cita que Diones Henrique Rodrigues Raimundo, descrito como executor direto do assassinato, já foi indiciado e condenado pelo homicídio.

Outros dois suspeitos, Wallax Alves da Silva e João Victor da Gama Cezário, foram pronunciados pela Justiça pelo crime e aguardam o julgamento de recursos em liberdade.

Paulo Santos da Silva, conhecido como Pastor Paulo, é apontado pela polícia como coordenador do plano. Ele foi indiciado, pronunciado e está foragido.

O que disse a vítima antes de morrer

José Claiton Leal Machado, vítima do crime.

José Claiton Leal Machado, vítima do crime.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, José Claiton relatou à família que temia pela própria segurança antes de ser morto. A vítima também teria citado o empresário agora indiciado como principal interessado em um possível atentado contra sua vida.

Essas declarações constam no inquérito concluído pelo Setor de Homicídios.

O que diz a defesa de Oséias Gomes

A defesa de Oséias Gomes, feita pelo escritório Dalledone & Advogados Associados, nega o envolvimento do empresário no crime.

Em nota, a defesa afirma que a narrativa dos autos é contrária ao que vem sendo divulgado e sustenta que Oséias foi vítima de criminosos que estariam tentando extorqui-lo.

“Oseias é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima. Isso é um absurdo”, afirmou o advogado Claudio Dalledone Junior.

O que acontece agora

No vídeo, delegado e advogado colocam suas versões sobre o caso.

Com a conclusão do inquérito, o relatório foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

O indiciamento não significa condenação. Oséias Gomes só poderá ser considerado culpado se houver sentença definitiva da Justiça.