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CEO de franquia mandou matar diretor da empresa no Paraná, diz polícia

Polícia Civil do Paraná conclui inquérito sobre morte de José Claiton em 2022

Da redação
DA REDAÇÃO

14/05/2026 • 17:50 • Atualizado em 14/05/2026 • 18:10

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que apura o assassinato de José Claiton Leal Machado, morto em 19 de abril de 2022, em Ponta Grossa (PR), e indiciou o empresário Oséias Gomes, CEO da empresa onde a vítima trabalhava, apontado pela corporação como suspeito de ser o mandante intelectual e financiador do crime.

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Indiciamento do CEO

De acordo com a PCPR, por meio da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa – Setor de Homicídios, o indiciamento ocorreu após um trabalho investigativo que incluiu análise de dados telemáticos, quebras de sigilo bancário e oitivas de diversas testemunhas.

O inquérito aponta a existência de elementos probatórios que, na avaliação dos investigadores, ligam o empresário ao planejamento e ao custeio da ação criminosa. Ele teria utilizado uma rede de intermediários para contratar os executores e operacionalizar os pagamentos.

Segundo a polícia, os agentes identificaram transferências bancárias de contas controladas por Gomes para contas de operadores logísticos do crime em datas próximas ao homicídio. Esses valores teriam sido destinados ao custeio da operação e ao pagamento dos envolvidos diretamente na execução.

Conflitos empresariais e dinâmica do crime

As investigações indicam que o assassinato foi motivado por conflitos empresariais graves. Conforme o relatório, o investigado teria reagido a uma suposta tentativa de José Claiton de assumir o controle da empresa, além de desavenças em torno da abertura de uma clínica concorrente.

O crime ocorreu em uma emboscada em frente à casa da vítima, em ação descrita pela polícia como coordenada e previamente planejada. A execução ficou a cargo de terceiros, já identificados em fases anteriores da apuração.

Quem são os outros envolvidos

A conclusão deste inquérito aprofunda investigações anteriores que já haviam esclarecido a participação de executores e colaboradores imediatos. O relatório lembra que Diones Henrique Rodrigues Raimundo, descrito como executor direto do assassinato, já foi indiciado e condenado pelo homicídio.

Outros dois suspeitos, Wallax Alves da Silva e João Victor da Gama Cezário, foram pronunciados pela Justiça pelo delito e aguardam o julgamento de recursos em liberdade. Já o homem identificado como Paulo Santos da Silva, que se apresenta como Pastor Paulo e é apontado como coordenador do plano, foi indiciado, pronunciado e está foragido.

Encaminhamento à Justiça

A PCPR destaca que, antes de morrer, José Claiton manifestou à família medo por sua integridade física e citou o agora indiciado como principal interessado em um possível atentado contra sua vida. Essas declarações constam do inquérito concluído pelo Setor de Homicídios.

O relatório final da Polícia Civil foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis na esfera criminal. O indiciamento não representa condenação, e o empresário só poderá ser considerado culpado se houver sentença definitiva da Justiça.

Veja o que diz a defesa de Oséias Gomes

O escritório Dalledone & Advogados Associados, responsável pela defesa de Oséias Gomes, informa que a narrativa nos autos do processo é nitidamente contrária ao que está sendo ventilado. Oséias foi vítima de criminosos, que estavam lhe extorquindo e visavam ganhos financeiros eternos.

Trata-se de uma grande trama que será desvelada em breve.

Oseias é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima. “Isso é um absurdo”, dispara o advogado Claudio Dalledone Junior.

Dalledone & Advogados Associados