Com a chegada do inverno mais rigoroso no Paraná, muitos moradores recorrem a aquecedores, lareiras, fogões a lenha e lençóis térmicos para enfrentar as baixas temperaturas. Especialistas alertam que o conforto precisa vir acompanhado de cuidados com a instalação e o uso correto desses equipamentos para evitar acidentes.
Família de Campo Largo vive prejuízos com a eletricidade
A artesã Natália Francisco e o marido, Narley, moram na área rural de Campo Largo, na região de Curitiba, onde o frio é intenso. Para aquecer a casa, eles usam diferentes aparelhos elétricos, mas descobriram na prática os limites da rede doméstica.
Segundo Natália, a residência tem apenas um disjuntor, o que obriga a família a desligar o aquecedor sempre que liga o chuveiro ou a torneira elétrica. Em um dos dias mais gelados, a tentativa de usar vários equipamentos ao mesmo tempo levou a um curto-circuito e deixou parte da casa sem energia.
Profissionais orientam que ninguém deve ligar vários aparelhos de alta potência na mesma tomada ou extensão. Também é importante evitar colocar roupas em cima dos aquecedores para secar, porque o contato direto com o calor pode provocar incêndios.
Lareira exige instalação correta e manutenção
Além dos problemas com a rede elétrica, a família enfrentou um susto com a lareira. Em reportagem em Campo Largo, o jornalista Rodrigo Leite relata que uma fagulha atingiu o forro da casa na parte de cima, próximo ao quarto do casal, iniciando um princípio de incêndio.
Por sorte, nós corremos para apagar. Senão, a casa inteira podia ter pegado fogo, lembra Natália.
Para evitar ocorrências como essa, técnicos recomendam atenção à instalação da chaminé, que deve passar por limpeza e manutenção periódicas. A saída da fumaça não pode ficar obstruída, sob risco de retorno do calor e de fuligem para dentro do imóvel.
Perigo do monóxido de carbono em ambientes fechados
Aparelhos a gás e improvisos com fogo também trazem riscos. A Defesa Civil alerta que não se deve levar churrasqueiras para dentro de casa nem acender fogo com álcool em latas, práticas que podem liberar monóxido de carbono, um gás sem cheiro que, em altas concentrações, causa intoxicação e pode levar à morte.
Na visão de Nelson Ribeiro, coordenador municipal da Defesa Civil, o problema é que essas fontes de calor "consomem o oxigênio da residência". Ele ressalta que é essencial manter os ambientes ventilados para permitir a renovação do ar, mesmo nos dias mais frios.
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