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Pai que chutou filha de 3 anos é preso no Paraná

Imagens de câmera de segurança mostram agressão em via pública; Polícia Civil pede medidas protetivas para proteger crianças e mãe

João Marcelo
JOÃO MARCELO

09/07/2026 • 19:03 • Atualizado em 09/07/2026 • 19:18

O pai que foi flagrado por câmeras de segurança chutando a filha de três anos em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, foi preso nesta quinta-feira (9), segundo a Polícia Civil, e responde pelo crime de lesão corporal.

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Prisão após imagens de agressão

A corporação ainda não divulgou as circunstâncias da prisão, nem o nome do suspeito, que não foi informado oficialmente.

A agressão aconteceu no domingo (5) e foi registrada por uma câmera de segurança. Nas imagens, o homem aparece caminhando com os dois filhos, de três e cinco anos, carregando sacolas de supermercado. Em determinado momento, ele interrompe o trajeto e atinge a menina com um chute, fazendo com que a criança caia no chão.

Logo em seguida, outro homem se aproxima, abre os braços e tenta intervir, mas é confrontado pelo pai das crianças. A menina se levanta e, apesar da abordagem, os três continuam andando pela calçada.

A mãe das crianças soube do episódio após ver o vídeo circulando em redes sociais. Ela procurou a Polícia Militar na terça-feira (7) e registrou boletim de ocorrência relatando a agressão sofrida pela filha.

Na mesma data, a Polícia Militar tentou localizar o pai, mas não o encontrou. O caso seguiu para a Delegacia da Polícia Civil em Francisco Beltrão.

Depoimento e justificativa do pai

O homem foi ouvido pela Polícia Civil na quarta-feira (8). De acordo com apuração da RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, ele afirmou em depoimento que deu o chute porque a criança estava chorando no momento em que caminhavam.

Como a agressão não ocorreu em situação de flagrante, o suspeito não ficou detido após o primeiro depoimento. Em casos de lesão corporal, o flagrante ocorre quando o crime está sendo cometido ou acabou de acontecer, o que impede a prisão posterior com base apenas nesse tipo de flagrante.

Conforme explicou o delegado Anderson Andrei, o pai compareceu à delegacia sem advogado, chorou durante o depoimento e disse estar arrependido do que fez. Mesmo assim, o inquérito segue em andamento para apurar a responsabilidade criminal do suspeito.

Medidas protetivas para a família

A Polícia Civil solicitou medidas protetivas de urgência em favor da menina agredida, do irmão de cinco anos e da mãe das crianças, com o objetivo de resguardar a integridade deles.

O Conselho Tutelar também foi acionado e acompanha o caso.