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Homem que agrediu recepcionista em hotel diz estar bêbado e drogado

Suspeito foi preso após ataque em hotel no Bigorrilho, em Curitiba; Justiça manteve prisão preventiva.

Rodrigo Leite
RODRIGO LEITE

09/03/2026 • 19:07 • Atualizado em 09/03/2026 • 19:07

O homem preso por espancar e tentar estuprar uma recepcionista dentro de um hotel no bairro Bigorrilho, em Curitiba, afirmou durante a audiência de custódia que estava sob efeito de álcool e drogas quando o crime aconteceu. O suspeito, Jonatan Reinaldo dos Santos, de 24 anos, foi preso em flagrante após o ataque ocorrido na madrugada de sábado, 7 de março.

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Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a funcionária entra no banheiro da recepção e é seguida pelo homem, que estava hospedado no local.

Segundo a vítima, Maria Niuzete Batista, de 55 anos, as agressões começaram dentro do banheiro.

“Ele começou a me dar soco, soco, soco. Eu perguntava: moço, por que você está fazendo isso? Ele não falava nada. Daí começou a me enforcar. Eu empurrava a mão dele, e depois começou a dar soco na minha cabeça. Pegou a saboneteira, começou a dar na minha cabeça. Foi a hora que ele pegou o caco e cortou toda a minha mão.”

Vítima conseguiu fugir e pedir ajuda

Mesmo ferida, a recepcionista conseguiu escapar do agressor e correr até a recepção do hotel. No local, segundo o relato, o homem voltou a agredi-la com socos e chutes. Ela caiu no chão e passou a gritar por socorro.

De acordo com a vítima, o ataque ocorreu após ela pedir para que o hóspede parasse de beber na recepção do hotel. O homem teria subido ao quarto e retornado pouco depois.

Segundo Maria Niuzete, o suspeito tentou assediá-la e pediu que ela o acompanhasse até o quarto e lhe desse um beijo. Ela recusou.

“Ele queria me matar de tudo quanto é jeito. Ele queria me matar. Eu só sobrevivi porque eu lutei muito pela minha vida.”

Suspeito segue preso

O agressor foi preso em flagrante após o ataque. Na audiência de custódia, Jonatan Reinaldo dos Santos disse que estava sob efeito de álcool e drogas quando tudo aconteceu.

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do suspeito. O caso foi registrado inicialmente como tentativa de homicídio.

Defesa pede investigação por tentativa de feminicídio

A defesa da vítima afirma que o crime deve ser tratado como tentativa de feminicídio.

“Essa mulher, quando disse não para esse homem, ele decidiu que ia matá-la. Típico de um caso de feminicídio. Ele queria ter relações sexuais com ela, isso é muito claro. Ela diz não e ele passa então a agredi-la com o intuito de matá-la”, afirmou o advogado Jackson Bahls.

A defesa do acusado informou que só deve se manifestar ao longo do processo.