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MP denuncia estudante em Curitiba por morte após procedimento estético

Vítima de 66 anos passou por intervenções invasivas e morreu por infecção; acusado está preso preventivamente

Marco Pires
MARCO PIRES

10/04/2026 • 10:40 • Atualizado em 10/04/2026 • 10:40

Mesmo após o crime, ele voltou a trabalhar de maneira ilegal

Mesmo após o crime, ele voltou a trabalhar de maneira ilegal

Foto: PCPR ARQUIVO

O Ministério Público do Paraná denunciou o estudante de biomedicina Erick Avelaneda Ferreira de Souza, de 22 anos, pela morte de Silvana de Bruno, de 66 anos, após a realização de procedimentos estéticos irregulares em Curitiba.

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Mesmo após o crime, ele voltou a praticar a atividade e retornou a prisão.

De acordo com a denúncia, o caso ocorreu em setembro de 2025, quando o suspeito alugou salas em diferentes pontos da cidade e passou a oferecer atendimentos, apresentando-se como profissional da área da saúde.

Procedimentos invasivos e complicações

Segundo as investigações da Polícia Civil do Paraná, Silvana foi atendida pelo suspeito após ele divulgar serviços estéticos nas redes sociais. Durante os atendimentos, a vítima foi submetida a procedimentos invasivos, como aplicações faciais, lipo de papada e intervenções nos seios.

Os atendimentos ocorreram em salas alugadas em espaços de coworking nos bairros Centro, Campo Comprido e Cabral.

Após o último procedimento, a idosa apresentou complicações graves. Mesmo com dores intensas, o suspeito teria orientado o uso de antibióticos, sem encaminhamento imediato para atendimento hospitalar.

Morte por infecção generalizada

Silvana morreu no dia 2 de outubro de 2025, em decorrência de sepse, uma infecção generalizada. Antes disso, ela chegou a ser submetida a uma cirurgia de mastectomia total, com retirada das mamas e parte do tecido do tórax.

Denúncia por homicídio doloso

Para o Ministério Público, o acusado assumiu o risco de causar a morte da vítima ao realizar procedimentos que exigem formação médica, sem estrutura adequada e sem condições de segurança.

A denúncia aponta homicídio doloso com qualificadoras, como motivo torpe, uso de dissimulação e quebra de confiança, além do fato de a vítima ser idosa.

Falsidade e exercício ilegal

O estudante também foi denunciado por falsidade ideológica. Segundo o MP, ele teria se apresentado como primo da vítima no hospital e se identificado como biomédico, inserindo informações falsas em documentos.

Além disso, a Polícia Civil indiciou o suspeito por exercício ilegal da medicina.

Suspeito segue preso

Erick Avelaneda Ferreira de Souza está preso preventivamente na Cadeia Pública de Curitiba. Ele foi detido após voltar a realizar procedimentos mesmo depois da morte da vítima.

O caso segue em tramitação na Justiça.