
Mesmo após o crime, ele voltou a trabalhar de maneira ilegal
Foto: PCPR ARQUIVO
O Ministério Público do Paraná denunciou o estudante de biomedicina Erick Avelaneda Ferreira de Souza, de 22 anos, pela morte de Silvana de Bruno, de 66 anos, após a realização de procedimentos estéticos irregulares em Curitiba.
Mesmo após o crime, ele voltou a praticar a atividade e retornou a prisão.
De acordo com a denúncia, o caso ocorreu em setembro de 2025, quando o suspeito alugou salas em diferentes pontos da cidade e passou a oferecer atendimentos, apresentando-se como profissional da área da saúde.
Procedimentos invasivos e complicações
Segundo as investigações da Polícia Civil do Paraná, Silvana foi atendida pelo suspeito após ele divulgar serviços estéticos nas redes sociais. Durante os atendimentos, a vítima foi submetida a procedimentos invasivos, como aplicações faciais, lipo de papada e intervenções nos seios.
Os atendimentos ocorreram em salas alugadas em espaços de coworking nos bairros Centro, Campo Comprido e Cabral.
Após o último procedimento, a idosa apresentou complicações graves. Mesmo com dores intensas, o suspeito teria orientado o uso de antibióticos, sem encaminhamento imediato para atendimento hospitalar.
Morte por infecção generalizada
Silvana morreu no dia 2 de outubro de 2025, em decorrência de sepse, uma infecção generalizada. Antes disso, ela chegou a ser submetida a uma cirurgia de mastectomia total, com retirada das mamas e parte do tecido do tórax.
Denúncia por homicídio doloso
Para o Ministério Público, o acusado assumiu o risco de causar a morte da vítima ao realizar procedimentos que exigem formação médica, sem estrutura adequada e sem condições de segurança.
A denúncia aponta homicídio doloso com qualificadoras, como motivo torpe, uso de dissimulação e quebra de confiança, além do fato de a vítima ser idosa.
Falsidade e exercício ilegal
O estudante também foi denunciado por falsidade ideológica. Segundo o MP, ele teria se apresentado como primo da vítima no hospital e se identificado como biomédico, inserindo informações falsas em documentos.
Além disso, a Polícia Civil indiciou o suspeito por exercício ilegal da medicina.
Suspeito segue preso
Erick Avelaneda Ferreira de Souza está preso preventivamente na Cadeia Pública de Curitiba. Ele foi detido após voltar a realizar procedimentos mesmo depois da morte da vítima.
O caso segue em tramitação na Justiça.
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