Band Paraná

Paraná confirma 2 casos de hantavirose e outros 11 suspeitos

Sesa e Ministério da Saúde dizem que risco de disseminação é baixo e não há registro do genótipo Andes no país

Da redação
DA REDAÇÃO

08/05/2026 • 17:53 • Atualizado em 10/05/2026 • 18:56

O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmaram nesta sexta-feira (8) dois casos de hantavirose no estado, registrados em Ponta Grossa e em Pérola d'Oeste, sem relação com o surto investigado em passageiros de um navio de cruzeiro monitorado pela OMS.

Compartilhar

De acordo com a Sesa, outros 21 casos suspeitos de hantavírus no Paraná foram descartados e 11 seguem em investigação. O órgão informa que não há qualquer surto registrado e que o cenário permanece estável.

A secretaria esclarece que não há registro da circulação no Paraná do vírus dos Andes, detectado no cruzeiro com surto de hantavírus no Atlântico. Essa variante, associada à transmissão de pessoa para pessoa e aos casos acompanhados pela OMS no navio, difere da cepa silvestre identificada no estado, ligada a roedores silvestres.

Casos no Paraná são monitorados

A Sesa afirma que realiza monitoramento permanente da circulação do hantavírus no estado, com vigilância ativa e pesquisa ecoepidemiológica de roedores silvestres em áreas rurais onde há confirmação de casos em humanos.

Na avaliação da secretaria, a doença está controlada no Paraná, e não há motivo para preocupação na população. O órgão reforça que os casos confirmados em 2026 não têm qualquer relação com o episódio do cruzeiro.

Ministério vê risco global baixo

Em nota, o Ministério da Saúde informa que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo, segundo avaliação mais recente da OMS. O surto com casos confirmados e suspeitos em passageiros de um navio que circulou pela América do Sul segue em investigação, sem impacto direto para o Brasil até o momento.

O ministério ressalta que não há registro da circulação do genótipo Andes no país. Até agora, o Brasil identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, e os casos humanos registrados no território nacional não apresentam transmissão entre pessoas.

A pasta lembra ainda que, no ano passado, o Brasil contabilizou 35 casos de hantavirose e, neste ano, chegou a nove registros, já incluídos os dois confirmados no Paraná nesta semana.

O que é a hantavirose

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro que pode comprometer pulmões e coração.

A doença se transmite principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, sobretudo pela inalação de partículas presentes em ambientes contaminados, como galpões, depósitos e áreas rurais.

No país, a hantavirose é uma doença de notificação compulsória há mais de duas décadas, o que permite o monitoramento contínuo dos casos humanos e dos genótipos virais em circulação.