
Hantavírus é transmitido por ratos
Carlo Allegri/Reuters
Após um surto de hantavírus ter sido identificado em um navio de cruzeiro no Atlântico, a Organização Mundial da Saúde disse que não há motivos para pânico.
"As infecções por hantavírus estão normalmente associadas à exposição ambiental (exposição à urina ou fezes de roedores infectados). Embora graves em alguns casos, a transmissão entre pessoas não é fácil. O risco para o público em geral permanece baixo. Não há necessidade de pânico ou restrições de viagem”, afirmou o diretor regional para a Europa na Organização Mundial da Saúde (OMS), Hans Kluge.
O hantavírus possui diversos subtipos e pode causar uma doença chamada Hantavirose, uma zoonose – transmitidas entre animais e pessoas – que se apresenta no Brasil como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), sendo conhecida como Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR) na Europa e na Ásia.
É uma condição considerada grave, que provoca complicações no coração, nos pulmões e nos rins e pode levar à morte em até 72 horas. Muitos dos sintomas se assemelham aos de uma gripe comum: febre, dores musculares, enjoo e diarreia.
Na fase mais aguda, quando a doença já atinge o coração, o paciente pode sentir taquicardia e observar uma diminuição na quantidade de urina e manchas vermelhas ou roxas pelo corpo.
Entretanto, como descrito por Kluge, uma pessoa contrai Hantavirose por meio do contato com ratos ou seus excrementos e a infecção é mais difícil. Um paciente infectado leva de uma a seis semanas para manifestar os primeiros sintomas.
Como tratar a doença?
Ao identificar os sintomas, é importante procurar um especialista para seja realizado o diagnóstico correto.
Não existe um tratamento específico para a doença, mas o individuo precisa receber uma série de cuidados médicos e pode até mesmo ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

