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Tathiana Guzella vira ré por suspeita de xenofobia em Curitiba

Vereadora do PL, foi denunciada após dizer que Vanda de Assis, do PT, deveria “voltar para o Ceará”

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11/08/2026 17:01 • Atualizado há 75 dias

Tathiana Guzella vira ré por suspeita de xenofobia em Curitiba

A Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra a vereadora Tathiana Guzella (PL), de Curitiba, por suspeita de xenofobia. O caso ocorreu durante uma sessão da Câmara Municipal, quando a parlamentar disse que a vereadora Vanda de Assis (PT), que é nordestina, deveria “voltar para o Ceará”.

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Com o recebimento da denúncia, o processo passa a tramitar na Justiça. Tathiana deve ser notificada para apresentar defesa e indicar testemunhas.

Segundo informações apuradas pela Band Paraná, há expectativa de realização de uma audiência inicial nos próximos dias.

Ministério Público pede indenizações

Além da responsabilização no processo, o Ministério Público pediu que Tathiana Guzella pague uma indenização equivalente a 20 salários mínimos a Vanda de Assis por danos morais.

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O órgão também solicitou o pagamento de R$ 64 mil, com destinação ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

De acordo com o Ministério Público, a declaração feita durante a sessão teria tido a intenção de humilhar a vereadora e atingido também pessoas de origem cearense.

Fala ocorreu durante sessão na Câmara

O episódio aconteceu durante a discussão de um projeto relacionado à criação de um cadastro de pessoas em situação de rua em Curitiba.

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Vanda de Assis falava na tribuna quando Tathiana Guzella pediu espaço para se manifestar. Após receber autorização, a vereadora do PL afirmou que a colega deveria voltar para o Ceará.

Na semana passada, Tathiana afirmou que a declaração havia sido retirada de contexto.

Por nota, Tathiana Guzella disse que recebeu a notícia com surpresa já que não foi intimada para esclarecer os fatos. Voltou a dizer que é inocente e que vai se manifestar nos autos do processo depois de ser citada formalmente.

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Veja a nota na íntegra:

"Curitiba (PR), 11 de agosto de 2026.

Recebo com surpresa, pois sequer fui intimada para prestar esclarecimentos sobre os fatos, mas recebo também com serenidade, reafirmando minha inocência. Esclareço que a intenção da minha fala, que foi interrompida antes da conclusão do pensamento, jamais foi xenofóbica, mas sim pontualmente política, a fim de refutar teses do projeto de lei que estava em discussão.

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Após eu ser formalmente citada, manifestar-me-ei nos autos".

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