
Berenice Ramos De Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde o dia 30 de junho
Arquivo
Os três envolvidos na morte de funcionária de uma pousada em Ubatuba responderão por homicídio com duas qualificadoras: motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Dois dos acusados são agora réus também por ocultação de cadáver e fraude processual. Apedido do Ministério Público, o Judiciário decretou a prisão preventiva de todos eles.
De acordo com a promotora Heloíse Maia da Costa, uma das responsáveis pelo assassinato era patroa da vítima. Ainda conforme o MPSP, após o homicídio, a autora dos disparos e um dos homens transportaram o corpo até uma área de mata de difícil acesso em Angra dos Reis (RJ), onde o lançaram de um penhasco para dificultar sua localização.
A investigação aponta que os três denunciados atuaram para ocultar provas do crime, realizando pesquisas na internet sobre limpeza e desmontagem do veículo utilizado, promovendo reparos no veículo para eliminar marcas dos disparos, apagando dados de aparelhos celulares e retirando o disco rígido do sistema de monitoramento da pousada. Para a Promotoria, a atuação foi coordenada para impedir a elucidação dos fatos e prejudicar a produção de provas.
O Ministério Público pede que os acusados sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri e solicita a fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais e materiais em favor dos herdeiros da vítima.
Prisões
A Polícia Civil de São Paulo prendeu o último suspeito investigado por participação na morte de uma cozinheira de 60 anos que trabalhava em uma propriedade rural em Ubatuba, no litoral norte paulista. O homem, de 36 anos, tinha um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça e se apresentou na delegacia na terça-feira (4).
A prisão ocorreu um dia após a captura de outro investigado de 55 anos no bairro Estaleiro, em Ubatuba. Ele é suspeito de participação na execução do homicídio e na ocultação do cadáver.
A mulher de 46 anos, apontada como autora dos disparos, está presa preventivamente desde 10 de julho. A Secretaria de Administração Penitenciária, em nota, informou que a presa citada deu entrada nesta quarta-feira (5) na Penitenciária Feminina II de Tremembé.
As três prisões foram realizadas no âmbito da Operação Último Rastro, conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de São Sebastião.
Segundo a polícia, a vítima trabalhava havia cerca de quatro meses para a principal investigada. O crime teria sido motivado por desentendimentos relacionados ao pagamento de verbas trabalhistas.
Os autores também realizaram diversas tentativas de ocultação de provas, entre elas reparos no veículo utilizado na ação criminosa, descarte e substituição de aparelhos celulares, exclusão de dados eletrônicos e alteração de vestígios.
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