
Mãe e padrasto são investigados por tortura contra quatro crianças em Cunha
Google Maps/Street View
Uma mulher de 30 anos e o companheiro dela são investigados por suspeita de violência doméstica e tortura contra quatro crianças, com idades entre 4 e 10 anos, no bairro Monjolo, em Cunha. O caso é investigado pela Polícia Civil após o pai das vítimas identificar sinais de agressões durante o período de férias das crianças.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), uma mulher de 23 anos percebeu sinais de violência nos quatro enteados ao retornarem da casa da mãe. A Polícia foi acionada e as vítimas foram levadas à Santa Casa de Misericórdia, onde receberam atendimento médico e passaram por exame de corpo de delito.
Conforme o boletim de ocorrência, o pai das crianças relatou que, ao dar banho nos filhos, encontrou diversos hematomas, escoriações e marcas de agressão pelo corpo. Segundo ele, as crianças também apresentavam comportamento retraído e, após ganharem confiança, passaram a relatar episódios frequentes de violência física e psicológica praticados, supostamente, pela mãe e pelo padrasto.
Nos depoimentos, os menores afirmaram ter sofrido agressões com vara de espinhos, fio de trator, chinelos, socos, pauladas e chutes. Uma das crianças relatou ter recebido uma cadeirada na testa, enquanto outra afirmou que era obrigada a dormir no chão, mesmo durante o frio intenso. As vítimas também disseram que permaneciam longos períodos sem alimentação adequada e que, em diversas ocasiões, eram deixadas sozinhas enquanto os responsáveis saíam durante a noite.
Ainda segundo o registro policial, o médico que atendeu as crianças constatou diversas cicatrizes e escoriações compatíveis com agressões. Conforme relato da Polícia Civil, o profissional afirmou nunca ter presenciado um caso com tamanha gravidade em sua carreira e se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
As crianças também foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exames periciais, que irão auxiliar na apuração da natureza e da antiguidade das lesões.
A investigação ainda aponta que a mãe das vítimas possui um registro anterior por ameaça, relacionado a uma disputa pela guarda dos filhos.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado como violência doméstica e tortura na Delegacia de Cachoeira Paulista, que prossegue com diligências para esclarecer todos os fatos e apurar a responsabilidade dos investigados.
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