
Delegacia de Ubatuba
Foto: Francisco Trevisan
A mulher de 36 anos presa por injúria racial contra um guarda-vidas na Praia Grande, em Ubatuba, vai responder pelo crime em liberdade após passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (9).
Segundo o Tribunal de Justiça, foi concedida liberdade provisória à acusada, sem a exigência de pagamento de fiança. Ela deverá cumprir a medida cautelar de comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades.
O caso
A mulher foi presa por injúria racial contra um guarda-vidas na manhã desta quinta-feira (8), na Praia Grande, em Ubatuba. De acordo com boletim de ocorrência, ela teria chamado o homem de “macaco”.
Segundo o GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), a mulher, que estava acompanhada de um homem, solicitou ajuda ao guarda-vidas temporário ao informar que seu filho havia desaparecido na praia.
No momento do contato, o guarda-vidas atendia outra ocorrência de emergência no mar, o que teria gerado insatisfação por parte da mulher, que passou a hostilizar verbalmente o profissional.
Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que dois guarda-vidas se encontram com o casal próximo a um quiosque na praia. O grupo entra em uma discussão até que partem para agressão.
A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal interviram para separar os envolvidos, que foram conduzidos à delegacia.
Ao todo, dez pessoas prestaram depoimento no distrito policial. A mulher relatou que os guarda-vidas teriam recusado ajudá-la e proferido ofensas, além de agressões físicas contra e seus familiares, que negaram a prática de injúria social.
A mulher foi presa em flagrante. O caso foi registrado como vias de fato, preconceitos de raça ou de cor, lesão corporal e desacato.
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