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Prefeito de Caraguatatuba veta projeto que extinguia taxa do lixo

A decisão foi encaminhada ao Legislativo nesta sexta-feira (19) e está fundamentada em alegações de inconstitucionalidade, ilegalidade e risco às finanças do município

Por Redação
REDAÇÃO

20/06/2026 • 18:22 • Atualizado em 22/06/2026 • 18:01

Caraguatatuba

Caraguatatuba

Divulgação/ Câmara de Caraguatatuba

O prefeito de Caraguatatuba, Mateus Veneziani da Silva, vetou integralmente o Projeto de Lei Complementar nº 09/2026, aprovado pela Câmara Municipal, que previa a extinção da Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos (TMRSU), conhecida como taxa do lixo, além da devolução dos valores já pagos pelos contribuintes.

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A decisão foi encaminhada ao Legislativo nesta sexta-feira (19) e está fundamentada em alegações de inconstitucionalidade, ilegalidade e risco às finanças do município.

Segundo o Executivo, a proposta apresentou falhas desde sua tramitação inicial. Entre os apontamentos estão a ausência de etapas obrigatórias do processo legislativo, como análises pelas comissões competentes, parecer jurídico e a realização de audiências públicas exigidas para matérias tributárias.

No documento, o prefeito afirma que o projeto e o substitutivo aprovado pela Câmara descumpriram regras previstas na Lei Orgânica do Município e no Regimento Interno da Casa, o que teria gerado um vício formal considerado insanável.

Outro ponto destacado pelo governo municipal é a suposta falta de previsão de recursos para compensar a perda de arrecadação causada pela extinção da taxa. De acordo com a Prefeitura, o texto aprovado não apresentou estudos de impacto financeiro nem indicou fontes de custeio consideradas suficientes para manter os serviços de coleta e manejo de resíduos sólidos.

A administração municipal argumenta ainda que a medida contrariaria dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que prevê renúncia de receita sem a devida compensação.

O prefeito também ressaltou que a taxa foi criada para atender às exigências do Marco Legal do Saneamento Básico, legislação federal que determina aos municípios garantir a sustentabilidade financeira dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos.

Segundo o veto, a extinção da cobrança sem uma fonte de financiamento substituta poderia comprometer a continuidade dos serviços, gerar desequilíbrio fiscal e provocar questionamentos por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e o Ministério Público.

O projeto havia sido aprovado em sessão extraordinária realizada no dia 12 de junho. Além de revogar a lei que instituiu a TMRSU, o texto determinava a restituição dos valores já recolhidos pelos contribuintes.

Com o veto total do Executivo, a matéria retorna agora para análise da Câmara Municipal. Os vereadores poderão manter ou derrubar a decisão do prefeito em votação futura. Caso o veto seja rejeitado pela maioria dos parlamentares, o projeto poderá ser promulgado pelo Legislativo.