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Sem acordo, greve dos servidores de Taubaté entra no 16° dia

A Prefeitura de Taubaté e o sindicato dos servidores municipais não chegaram a um acordo durante a audiência de conciliação realizada na tarde desta segunda-feira (15) no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP)

REDAÇÃO BAND VALE
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16/06/2026 • 07:58 • Atualizado em 16/06/2026 • 10:03

Sem acordo, greve dos servidores de Taubaté entra no 16° dia

Sem acordo, greve dos servidores de Taubaté entra no 16° dia

Créditos: Matheus Agostinho

A greve dos servidores municipais de Taubaté entrou no 16° dia nesta terça-feira (16). O movimento continua após a categoria rejeitar, em assembleia realizada pela manhã de quinta-feira (11), a proposta apresentada pela Prefeitura. Com a decisão, a paralisação segue mobilizando trabalhadores de diferentes setores da administração municipal.

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O sindicato informou que irá realizar uma assembleia em frente à Câmara Municipal de Taubaté, nesta terça-feira (16), às 14h30, quando serão discutidos os desdobramentos da audiência e deliberados os próximos encaminhamentos do movimento.

Audiência de conciliação

A Prefeitura de Taubaté e o sindicato dos servidores municipais não chegaram a um acordo durante a audiência de conciliação realizada na tarde desta segunda-feira (15) no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O porta-voz do município e secretário de Desenvolvimento Econômico, Alexandre Calil, informou que a administração manteve a proposta financeira atual, justificando que a cidade enfrenta uma grave situação orçamentária que impede novos avanços no momento.

Impasse financeiro

Durante a audiência, que teve início às 16h, o Executivo reafirmou que os limites financeiros estabelecidos são necessários para a recuperação econômica do município nos próximos meses. Segundo Calil, a prefeitura permanece aberta a novas rodadas de negociação com o sindicato nos próximos dias, mas não houve flexibilização na oferta que já havia sido apresentada anteriormente.

O município também reiterou o pedido para que o sindicato cumpra a liminar judicial que determina a manutenção de, no mínimo, 70% dos servidores atuando na linha de frente para garantir o atendimento essencial à população.

Impactos da greve

Com a manutenção da paralisação, a prefeitura informou que tem realizado o remanejamento diário de pessoal para minimizar os danos nos serviços de ponta. Na área da educação, a maioria dos estudantes da rede municipal segue recebendo apenas atividades lúdicas, sem o cumprimento do conteúdo pedagógico regular.

Na saúde, o cenário é de reagendamentos constantes. Relatos de moradores mostram que atendimentos marcados para o último dia 12 de junho foram transferidos para julho. Há um receio generalizado de que pedidos de exames vençam, forçando os pacientes a retornarem para o fim da fila de espera, que em alguns casos já ultrapassa um ano.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde, o atendimento nos postos e unidades especializadas opera de forma parcial:

  • Atenção Básica: Apenas 27% dos médicos estão trabalhando.
  • Atenção Especializada: Cerca de 40% dos profissionais mantêm as atividades.

A administração municipal informou que os médicos que abandonam o movimento grevista estão retomando os atendimentos, e a equipe de gestão está entrando em contato com os pacientes para avisar novos horários. No entanto, a secretaria admite que o tempo de espera nas filas deve aumentar devido aos oito dias úteis de paralisação acumulados até agora.

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