A greve dos servidores municipais de Taubaté continua após a categoria rejeitar, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (11), a proposta apresentada pela Prefeitura. Com a decisão, o movimento grevista segue mobilizando trabalhadores de diferentes setores da administração municipal.
A votação ocorreu durante reunião convocada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Taubaté (Sindserv), na Avenida do Povo. A proposta havia sido apresentada pelo Executivo após mais de oito horas de negociação realizadas na quarta-feira (10).
Em nota, a Prefeitura informou que apresentou aos representantes sindicais o cenário financeiro do município e propôs a criação de uma mesa permanente de negociação. Além disso, manteve a proposta de aumento do vale-alimentação para R$ 844,56 e ofereceu um reajuste de 2,5% referente à data-base de 2026, a ser pago em 2027, sendo 1% em janeiro e o restante em março.
Apesar da nova rodada de negociações, os servidores decidiram rejeitar a proposta e manter a paralisação. A greve já ultrapassa dez dias e continua impactando diversos serviços públicos na cidade.
Uma audiência de conciliação entre a Prefeitura e o sindicato está marcada pela Justiça para a próxima segunda-feira (15), quando as partes devem voltar a discutir alternativas para encerrar o movimento.
Descumprimento de liminar
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que ao menos 70% de todos os servidores públicos municipais de Taubaté permaneçam em atividade durante o movimento de greve deflagrado pela categoria. A decisão liminar atende a um pedido da Prefeitura de Taubaté, que alertou para os riscos de interrupção total em áreas críticas, como o combate à epidemia de dengue e o fornecimento de merenda escolar.
O Secretário de Saúde de Taubaté, Dr. Carlo Guilherme Silveira, afirmou que o sindicato da categoria está descumprindo essa liminar judicial que exige a manutenção de 70% dos serviços essenciais. Segundo o secretário, a adesão na atenção básica (postinhos) está em apenas 30%, enquanto nas especialidades o suporte varia entre 50% e 60%.
Para reduzir os prejuízos aos moradores, a secretaria garantiu que as agendas suspensas serão reorganizadas de forma racional. Os pacientes que perderam o atendimento por conta da greve terão prioridade na remarcação assim que as atividades forem normalizadas, sem a necessidade de retornar ao final da fila de espera do SUS.
Principais reivindicações da categoria
- Reposição inflacionária de 9,43%, referente às perdas acumuladas nos últimos dois anos;
- Implantação do auxilio transporte
- Reajuste do vale-alimentação (previsão de aumento de R$ 343 - o benefício passaria dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,56 mensais, com previsão de vigência a partir de setembro deste ano);
- Ajuste imediato da base de cálculo da progressão de carreira;
- Regularização do pagamento dos adicionais de insalubridade, periculosidade e risco de vida;
- Melhoria das condições de trabalho e da estrutura das repartições públicas;
- Implementação do "Descongela";
- Descongelamento da licença-prêmio;
- Revisão da contribuição previdenciária dos aposentados.
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