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Taubaté: Prefeito e vereadores se reúnem para discutir fim da greve

Veja os detalhes da negociação por reajuste salarial e benefícios

REDAÇÃO BAND VALE
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08/06/2026 • 18:18 • Atualizado em 08/06/2026 • 18:18

O prefeito de Taubaté, secretários municipais e os vereadores da cidade se reuniram no Palácio do Bom Conselho, na tarde desta segunda-feira (8), para traçar um plano de retomada dos serviços públicos impactados pela greve dos servidores.

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O encontro buscou estabelecer uma estratégia de negociação diante da paralisação que já dura mais de uma semana e tem afetado diretamente o funcionamento de unidades escolares e postos de saúde em diversos bairros.

A categoria reivindica um reajuste salarial de 9,43%, além de melhorias no vale-alimentação e a implementação do vale-transporte.

Impactos nos serviços

A mobilização dos servidores gerou transtornos para a população. Muitos pais encontraram escolas abertas, porém sem professores, funcionando apenas com atividades lúdicas para os alunos. Na área da saúde, unidades como a do bairro Alto do São Pedro registraram atendimento apenas no período da manhã, suspendendo as atividades durante a tarde.

Principais reivindicações da categoria

  • Reposição inflacionária de 9,43%, referente às perdas acumuladas nos últimos dois anos;
  • Implantação do auxilio transporte e reajuste do vale-alimentação;
  • Ajuste imediato da base de cálculo da progressão de carreira;
  • Regularização do pagamento dos adicionais de insalubridade, periculosidade e risco de vida;
  • Melhoria das condições de trabalho e da estrutura das repartições públicas;
  • Implementação do "Descongela";
  • Descongelamento da licença-prêmio;
  • Revisão da contribuição previdenciária dos aposentados.

Decisão judicial e multa por descumprimento

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que ao menos 70% de todos os servidores públicos municipais de Taubaté permaneçam em atividade durante o movimento de greve deflagrado pela categoria. A decisão liminar atende a um pedido da Prefeitura de Taubaté, que alertou para os riscos de interrupção total em áreas críticas, como o combate à epidemia de dengue e o fornecimento de merenda escolar.

A paralisação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté, teve início oficial em 2 de junho. Na ação, o município alegou que o sindicato não apresentou uma escala de servidores para garantir a continuidade de serviços essenciais.

O magistrado considerou abusiva a interrupção total, estipulando uma multa diária de R$ 20.000,00 por categoria em caso de descumprimento da cota de 70%. A decisão também proíbe o bloqueio de entradas de repartições públicas ou o uso de "piquetes" para impedir o trabalho de quem não aderiu ao movimento. Uma audiência de conciliação entre as partes já foi agendada para o dia 15 de junho.

Em nota oficial, a Prefeitura de Taubaté informou que está adotando medidas para garantir a continuidade dos serviços e minimizar os impactos à população. A administração ressaltou que mantém o canal de diálogo aberto com o sindicato e com os representantes do legislativo para chegar a um consenso.

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