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Vale do Paraíba sofre com processo de “Desindustrialização”

Ano de 2020 contou com alta de 45% nas demissões, em relação as admissões

Redação Band Vale
REDAÇÃO BAND VALE

14/10/2022 • 14:57 • Atualizado em 14/10/2022 • 14:57

Um grupo de cerca de 200 pessoas também foram demitidas da fábrica da MWL em Caçapava

Um grupo de cerca de 200 pessoas também foram demitidas da fábrica da MWL em Caçapava

Divulgação/ Tanda Melo

Desde 2016 a RM Vale enfrenta um processo de saída das empresas, conhecido como “Desindustrialização”. Na época os índices do cadastro geral de empregados e desempregados indicavam um recuo na geração de emprego.

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Cenário que piorou com a chegada da Covid-19. O ano de 2020 foi o mais crítico, com alta de 45% nas demissões, em relação as admissões. No ano passado, em 2021, a tendência se repetiu.

A Ford demitiu 800 funcionários e fechou a fábrica em Taubaté. No mesmo ano, foram dispensados 600 trabalhadores da LG no município. E em 2022 foram 485 colaboradores Caoa Chery em Jacareí.

Um grupo de cerca de 200 pessoas também foram demitidas da fábrica da MWL em Caçapava. A empresa teve no fim de setembro sua falência decretada pela Justiça.

Demissões que impactam diretamente na economia da região, como explica a economista Késsia Kamimura:

“Uma vez que você tem uma alteração no rendimento médio e isso impactar no todo, isso repercute na economia como um todo. Vai repercutir no perfil do novo consumidor e na renda da região como um todo.”

Os empregos da indústria em grande parte tem um bom valor de remuneração. E as linhas de produção volumosas, ajudavam a girar a roda de economia da região. Como ressalta o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Wéler Gonçalves:

“Um emprego da indústria, isso a gente sabe que significa cerca de mais dez que vão perder o seu emprego em toda a cadeia produtiva, sem falar o impacto violentíssimo que isso tem no setor do comércio e no setor de serviço.”