Band Vale

“Wicked: Parte 2” entrega emoção, maturidade e um espetáculo visual hipnotizante

Continuação do sucesso de 2024, o novo capítulo de Wicked aprofunda o lado humano de Elphaba, amplia os laços entre as protagonistas e celebra o poder da amizade e da aceitação.

EDUARDO FREITAS

18/11/2025 • 13:21 • Atualizado em 18/11/2025 • 13:21

Wicked: Parte 2

Wicked: Parte 2

Divulgação

No início do mês, jornalistas e criadores de conteúdo participaram da cabine de imprensa de Wicked: Parte 2, realizada em São Paulo, e a equipe de jornalismo da Band Vale foi até lá conferir. O longa, que chega oficialmente aos cinemas no dia 20 de novembro de 2025, retoma os eventos um tempo após o final da primeira parte, mas com uma abordagem mais densa e emocional.

Compartilhar

Se antes acompanhávamos a construção do universo mágico de Oz e de seus tijolinhos amarelos, agora vemos a desconstrução dos mitos por trás das personagens. É um filme sobre amadurecimento, escolhas e redenção.

Nesta continuação a história se distancia um pouco da leveza da primeira e aposta em uma narrativa mais introspectiva e dramática, revelando o lado mais humano de Elphaba, a “bruxa má” que, na verdade, carrega dores, amores e dilemas morais.

A direção encontra o equilíbrio entre o grandioso e o emocional – Wicked: Parte 2 é visualmente indescritível, mas é nas sutilezas que conquista. No silêncio dos atores, nas trocas de olhares, nos gestos mais sutis de cada ator, de cada figurante, tudo faz com que a fotografia seja impressionante.

A caracterização dos personagens clássicos, como o Homem de Lata e o Espantalho, é um dos grandes destaques. Cada detalhe, do figurino à maquiagem, impressiona pela fidelidade e pelo impacto visual. As cenas da bolha flutuante, marca registrada da Glinda no musical, são de tirar o fôlego e demonstram a excelência dos efeitos especiais que sustentam a magia do filme. Sem falar dos animais que possuem vida própria em seus movimentos.

Cynthia Erivo, que interpreta Elphaba, entrega uma performance inigualável. Fazendo uma personagem vulnerável, forte e comovente, guiada por emoções genuínas e uma presença cênica poderosa.

Ariana Grande, por sua vez, brilha como Glinda. Com uma atuação marcada pela sutileza, os olhares, gestos e nuances emocionais que constroem uma personagem encantadora e tridimensional.

Desde Sam & Cat, Ariana tem demonstrado crescimento artístico, e em Wicked, alcança um nível de maturidade que deve surpreender até quem já acompanhava sua carreira.

As coreografias e os números musicais mantêm a emoção teatral do primeiro filme, mas ganham mais propósito narrativo: cada canção impulsiona a trama e traduz o estado emocional das protagonistas. Os vocais são um espetáculo à parte! Poderosos, afinados e cheios de sentimento, especialmente nos duetos de Cynthia e Ariana. As músicas inéditas acompanham esse ritmo e emocionam todos que estão assistindo, além da escolha de ampliarem algumas músicas da versão do cinema que dá um impacto maior para as cenas.

Aqui, o filme também aprofunda o romance entre Fiyero e Elphaba, ao mesmo tempo em que desenvolve o laço de amizade entre Elphaba e Glinda. Essa relação, que já era o coração da Parte 1, agora é explorada com mais sensibilidade, mostrando como as duas se transformam mutuamente, uma pela coragem, a outra pela empatia. Ao final do filme, Glinda se revela não ser tão "boba", como alguns a chamavam, ao se revoltar contra o mágico e Madame Morrible.

Um dos momentos mais tocantes é a releitura da cena da morte de Nessa, irmã de Elphaba.

Nos livros e nas versões teatrais ao redor do mundo, o feitiço lançado por Elphaba faz com que Nessa volte a andar, simbolizando a superação das limitações físicas.

Mas aqui, o filme adota uma abordagem diferente: Nessa flutua, mas não volta a andar, uma escolha profundamente significativa, já que a atriz que a interpreta é cadeirante na vida real.

Essa decisão não apenas respeita e valoriza a representatividade, como também traz uma nova camada de significado à história, onde o poder de Elphaba deixa de ser sobre “curar” ou “consertar” e passa a ser sobre aceitar, acolher e amar como se é. É uma das adaptações mais emocionantes e conscientes do roteiro.

Mesmo sem a presença de Ariana Grande na pré-estreia brasileira, Wicked: Parte 2 mostrou seu poder no país. A premiere mobilizou fãs, imprensa e criadores de conteúdo, provando que o fenômeno vai além de nomes: é sobre o impacto emocional e o universo encantador que constrói.

Mais maduro, intenso e emocionante que o primeiro, o novo capítulo de Wicked é uma verdadeira celebração da magia do cinema e do poder da narrativa musical. Visualmente arrebatador e emocionalmente honesto, o longa reafirma que a história de Elphaba e Glinda não é apenas sobre bruxas, mas é sobre humanidade. O diretor, Jon M. Chu, conseguiu fazer o final que esperávamos para a saga, acrescentando partes que faziam falta no teatro.

Wicked: Parte 2 estreia nos cinemas em 20 de novembro de 2025, prometendo encantar fãs antigos e conquistar uma nova geração de espectadores.