
A Chevrolet confirmou o lançamento do Sonic, novo utilitário esportivo (SUV) subcompacto da marca, para o segundo trimestre de 2026. O modelo, que recupera a nomenclatura de um antigo hatchback da montadora, será fabricado no complexo industrial de Gravataí, unidade que recebeu um aporte de R$ 1,2 bilhão, anunciado em 2024, para viabilizar novos ciclos de produção e tecnologias de manufatura avançada.
O projeto do Sonic, tecnicamente relacionado à plataforma do Onix, adota uma arquitetura de custos compartilhada. O veículo utilizará componentes estruturais e folhas de porta do hatch, técnica industrial semelhante à aplicada pela Volkswagen no Nivus (derivado do Polo) e pela Fiat no Pulse (baseado no Argo).
Essa estratégia busca otimizar a linha de montagem e reduzir o tempo de desenvolvimento do produto. Visualmente, o utilitário apresentará silhueta com caimento de teto acentuado na seção traseira, acompanhando a tendência de design cupê.
“Produzir o Sonic no Brasil reforça nossa confiança na força industrial da região. Competitividade, tecnologia e execução disciplinada apoiam este lançamento e a próxima fase da nossa estratégia na América do Sul”, afirmou Thomas Owsianski, presidente da General Motors na América do Sul.
Em dimensões, o modelo deve registrar aproximadamente 4,20 metros de comprimento. A distância entre-eixos é estimada em 2,55 metros, posicionando o veículo entre o Pulse (2,53 m) e o Tera (2,57 m), mas ainda abaixo dos 2,60 metros registrados pelo Kardian, da Renault.
O volume do porta-malas deve crescer em relação aos 275 litros oferecidos pelo hatch, adequando-se à proposta de uso familiar do segmento SUV. Sob o capô, o Sonic 2027 deverá ser equipado com motor 1.0 turbo flex de três cilindros, com opção de câmbio manual ou automático.
Em ambas as configurações, o propulsor entrega 115 cv de potência e torque aproximado de 17 kgfm. A marca também avalia oferecer versão de entrada com motor 1.0 aspirado de 82 cv para ampliar a competitividade comercial.
No campo tecnológico e de segurança, registros de testes indicam a presença de frenagem autônoma de emergência (AEB), recurso atualmente ausente na linha Onix. O sistema opera por meio de câmera frontal instalada na região superior do para-brisa.
O conjunto óptico será composto por faróis em LED bipartidos e lanternas traseiras conectadas por um elemento acrílico horizontal. Internamente, a cabine deve seguir a padronização visual das atualizações mais recentes da marca, integrando painel de instrumentos digital de 8 polegadas e central multimídia de 11 polegadas com conectividade sem fio para smartphones.
A unidade de Gravataí, que já produziu mais de 3 milhões de veículos da família Onix, passa por processos de atualização para integrar sistemas de manufatura digital e inteligência artificial aplicados ao controle de qualidade.
A estimativa é que o Sonic chegue ao mercado com preços entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, patamar alinhado à média do segmento de SUVs de entrada no Brasil.


