Um movimento liderado pelo Reino Unido, que conta com a participação de 40 países, pede a abertura imediata, segura e gratuita do Estreito de Ormuz. A ação acontece ao mesmo tempo em que o Irã abre diálogo com Omã, que está do outro lado da travessia, para cobrar pela passagem de navios.
O argumento do regime de Teerã é que é preciso monitorar o tráfego para garantir a segurança da região. O Irã afirma que a cobrança seria parecida com aquilo que é feito no Canal do Panamá. O valor cotado é equivalente a um dólar por barril de petróleo embarcado.
Além de pagar, seria preciso ter a autorização para passar. Ou seja, o Irã vai escolher quem pode ou não passar pelo estreito. Autoridades internacionais apontam que cerca de 400 navios estão parados na região, no aguardo da autorização.
Ontem (02), a China e o Paquistão apresentaram um plano de paz de cinco pontos, que foi entregue ao governo do Irã. Ele prevê: o fim dos ataques, negociação de paz assim que possível, segurança dos alvos não militares, segurança do Estreito de Ormuz e respeito às diretrizes da ONU.

