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Andreazza: STF precisa se impor a Moraes e levar julgamento de Bolsonaro ao plenário

Colunista analisou a determinação do ministro Alexandre de Moraes de julgar a denúncia contra o ex-presidente, por liderar um grupo que visava impor um golpe de Estado, na Primeira Turma da Corte

Por Redação
REDAÇÃO

20/02/2025 • 09:39 • Atualizado em 20/02/2025 • 09:39

Tem método, com Carlos Andreazza

O colunista Carlos Andreazza, da BandNews FM, analisou durante a manhã desta quinta-feira (20) a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em levar o julgamento da denúncia que abrange o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Primeira Turma da Corte.

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No entendimento de Andreazza, trata-se de uma medida autoritária do magistrado, que tem dificuldades em lidar com divergências e entende possíveis críticas como ataques.

"Todo mundo que acredita, e é o meu caso, que Jair Bolsonaro e os demais denunciados cometeram os crimes [denunciados pela Procuradoria-geral da República], deveriam estar preocupados com a condução do processo. É preciso ter aprendido alguma coisa com a Lava-Jato", pontuou.

Para Andreazza, é possível que tenha ocorrido erros na condução do processo, mas que isso não anula o cometimento dos crimes.

"As duas coisas coexistem. Os crimes aconteceram, tenho certeza de que os crimes apontados contra Jair Bolsonaro foram realizados. E também tenho certeza que a condução de Alexandre de Moraes quanto o processo foi danosa", opinou.

O jornalista ainda ressalta sua preocupação com o futuro jurídico do julgamento e questiona a necessidade de julgar um ex-presidente na Primeira Turma do Supremo, e não no plenário com a presença - e divergência - dos 11 ministros.

"Surge uma preocupação sobre o julgamento. Qual a razão para esse julgamento acontecer numa Turma? É um julgamento, goste-se ou não do sujeito, de um ex-presidente da República. É complexo, divide a sociedade. Se o Supremo vai julgar essa questão, precisamos exigir a palavra do plenário, dos 11 ministros", disse Andreazza.

"Que preocupação é essa de que Bolsonaro precisa ser condenado unanimemente? Para que o julgamento saia da Turma e vá para o plenário, o Supremo tem que se impor a Alexandre de Moraes. Há uma subordinação, Moraes parece fazer o que quiser", completou.

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