Resumo
Bloqueio naval dos Estados Unidos ao Irã foi iniciado sob ordem do presidente Donald Trump, abrangendo toda a costa iraniana e incluindo inspeção de todas as cargas, após fracasso de negociações de paz e com resposta iraniana de possível fechamento da entrada do Mar Vermelho.
Crise internacional ganhou nova escalada com interceptação de navios no Estreito de Ormuz, afetando 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural, enquanto os EUA reforçaram presença militar próximo ao Iêmen para evitar avanço do Irã e dos Houthis.
Desgaste político interno de Donald Trump aumentou com críticas de antigos aliados e conflito com a base religiosa, agravado por ataques ao Papa Leão XIV e publicações polêmicas nas redes sociais, intensificando o isolamento do presidente e aprofundando a crise de imagem.
Os Estados Unidos começaram nesta segunda-feira (13) um bloqueio naval contra todos os portos do Irã, segundo anunciou o presidente Donald Trump durante o fim de semana.
Segundo o correspondente da Band nos Estados Unidos e âncora do BandNews Station, Eduardo Barão, a interceptação de navios no Estreito de Ormuz representa uma nova escalada na crise do petróleo iniciada com o início da guerra contra o país persa.
Pelo trecho, passam 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural. A ação militar ocorre após o fracasso nas negociações de paz entre indicados por Trump e o regime dos Aiatolás.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, o bloqueio abrange toda a costa iraniana, incluindo seus terminais de petróleo. Embarcações comerciais que não tenham o Irã como origem ou destino poderão navegar, mas, segundo autoridades norte-americanas, todas as cargas serão inspecionadas.
Como resposta à ação americana, o Irã ameaçou fechar a entrada para o Mar Vermelho. Contudo, os Estados Unidos se anteciparam e enviaram aeronaves e navios para a região perto do Iêmen, nas proximidades da base dos Houthis, grupo classificado como terrorista pelos americanos.
Para Eduardo Barão, o cenário atual é um "jogo de xadrez", focado na proteção de pontos estratégicos e não em um confronto direto.
Trump em rota de colisão com a própria base
Paralelamente à crise internacional, Donald Trump enfrenta um forte desgaste político interno. Segundo o correspondente, o presidente está "minando a base de apoio de uma forma absurda", com antigos aliados da mídia se voltando contra ele e defendendo a saída dele do poder. O jornalista diz que a percepção é de que o republicano está "completamente fora da casinha".
O alvo mais recente do norte-americano foi o Papa Leão XIV, a quem chamou de "fraco". Para agravar a situação com sua base religiosa, Trump publicou nas redes sociais uma imagem que o retrata como uma figura divina, semelhante a Jesus, curando um enfermo.
Em resposta, o Papa afirmou que "não tem medo de Donald Trump". O episódio aprofunda a crise de imagem do presidente, que parece cada vez mais isolado ao atacar pilares de seu próprio eleitorado fiel, em um movimento que transcende a política e entra diretamente no campo da religião.


