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Onde fica o Estreito de Ormuz e por que ele é estratégico para o mundo?

Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o Estreito de Ormuz é a principal rota de escoamento de petróleo do mundo e concentra tensões geopolíticas que impactam a economia global

Da redação
DA REDAÇÃO

03/03/2026 • 12:17 • Atualizado em 03/03/2026 • 12:17

Resumo

O Estreito de Ormuz é uma rota marítima estratégica localizada entre o Irã, Omã e Emirados Árabes Unidos, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e servindo como principal saída para o Mar Arábico e o Oceano Índico.

O transporte de energia é a principal função do estreito, por onde passa diariamente entre 20% e 30% do petróleo consumido mundialmente, além de gás natural liquefeito exportado pelos países do Golfo, tornando a região vital para o comércio global de energia.

O controle do estreito é dividido entre Irã e Omã, com navegação regulada por normas internacionais, enquanto disputas por ilhas estratégicas e tensões militares aumentam a sensibilidade geopolítica e o potencial de impacto econômico global em caso de instabilidade.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. Localizado no Oriente Médio, ele liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, servindo como única saída marítima para o Mar Arábico e, consequentemente, para o Oceano Índico. Por essa posição estratégica, o estreito é considerado um dos principais “pontos de estrangulamento” do comércio global de energia.

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Onde fica o Estreito de Ormuz?

Geograficamente, o Estreito de Ormuz separa o Irã, ao norte, da Península de Musandam, que pertence a Omã, e da costa dos Emirados Árabes Unidos, ao sul.

Ele possui cerca de 167 quilômetros de extensão. Em seu ponto mais estreito, mede aproximadamente entre 33 e 39 quilômetros de largura. No entanto, a faixa efetivamente navegável para grandes petroleiros é muito menor: dois corredores de cerca de 3 quilômetros cada, um para entrada e outro para saída, separados por uma zona de segurança.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?

A relevância do Estreito de Ormuz está diretamente ligada ao petróleo e ao gás natural. Estimativas de agências internacionais indicam que entre 20% e 30% de todo o petróleo consumido no mundo passa diariamente por essa rota. Além disso, o estreito é fundamental para o transporte de gás natural liquefeito (GNL), especialmente exportado por países do Golfo.

Por isso, qualquer tensão militar ou ameaça de bloqueio na região costuma provocar impacto imediato nos preços do petróleo e dos combustíveis ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

Quem controla o Estreito de Ormuz?

As águas territoriais do estreito são divididas principalmente entre Irã e Omã. O tráfego internacional é regido pelas normas da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS), que estabelece o regime de “passagem em trânsito” — garantindo o direito de navegação, mesmo em áreas estratégicas.

Além disso, a região abriga ilhas estratégicas, como Abu Musa e as ilhas Tunbs (Maior e Menor), cuja soberania é disputada entre Irã e Emirados Árabes Unidos. Essas disputas aumentam a sensibilidade geopolítica do local.

Um ponto-chave da segurança energética global

Por sua localização e pelo volume de energia que circula por suas águas, o Estreito de Ormuz é considerado o principal gargalo marítimo do setor energético mundial. Qualquer instabilidade na região tem potencial para afetar cadeias globais de suprimento e gerar reflexos diretos na economia internacional.

Em resumo, o Estreito de Ormuz fica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, separando Irã, Omã e Emirados Árabes Unidos — e é uma das áreas mais estratégicas do planeta para o comércio global de petróleo e gás.

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